Magazine Risco Zero nº18

/49 VIAS DE TRANSMISSÃO/PORTAS DE ENTRADA Os agentes biológicos podem apresentar-se como partículas livres em suspensão, na pele, emgotículas que posteriormente assentam nas superfícies horizontais ou que podem secar e constituir núcleos que podem ficar suspensos no ar e que podem ser inalados. Frequentemente o sistema de ventilação (ar condicionado) fica contaminado com microrganismos por deficiente qualidade das fontes de ar e falta de manutenção e dispersam aerossóis contaminados (exemplo da Legionella). A transmissão pode ocorrer por contacto directo, pessoa a pessoa (mãos), durante o manuseamento de materiais contaminados e quando não cumpridas as regras básicas de higiene por ex. lavagem inapropriada das mãos, ou por contacto indirecto através de equipamentos contaminados (descontaminação deficiente de materiais ou equipamentos, contenção e eliminação inapropriada de material cortante ou perfurantes). A transmissão por via aérea ocorre quando não existe um sistema de contenção apropriado (isolamento) ou ventilação com pressão negativa nas áreas de trabalho com agentes de risco. A ingestão é outra via de transmissão a qual pode ocorrer por acidente, ingestão de material contaminado. Finalmente, a via percutânea inclui os acidentes com instrumentos cortantes ou perfurantes ou mesmo picadas de insectos. A transfusão de sangue e o transplante de órgãos são igualmente importantes vias de transmissão. Em consonância com estas vias de transmissão identificam-se as seguintes portas de entrada: aparelho respiratório, por inalação (Covd- 19, tuberculose, difteria, gripe, antrax); o aparelho digestivo, através da ingestão de comida ou agua contaminadas (disenteria, poliomielite, salmoneloses); a pele, membranas e mucosas, através da pele lesada, por implantação ou por inoculação (hepatite B; malária, dengue, febre amarela); a placenta: através da circulação da mãe para o feto (malária, Zyka, VIH). CLASSIFICAÇÃO DE RISCO INFECCIOSO Universalmente os agentes biológicos que afetam o homem, os animais e as plantas são distribuídos em classes de acordo com o seu potencial infecioso sendo classificados em: Classede risco 1 (baixo risco individual e para a comunidade); Classe de risco 2 (moderado risco individual e limitado risco para a comunidade) que inclui os agentes biológicos que provocam infecçes no homem ou nos animais, cujo potencial de propagação na comunidade e de disseminação no meio ambiente e limitado, e para os quais existemmedidas profiláticas e terapêuticas conhecidas eficazes; Classe de risco 3 (alto risco individual e moderado risco para a comunidade), inclui os agentes biológicos que possuem capacidade de transmissão, em especial por via respiratória, e que causamdoenças emhumanos ou animais potencialmente letais, para as quais existem usualmente medidas profiláticas

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