Magazine Risco Zero nº18
/25 musculares e alterações nos gânglios linfáticos) e surgem em atividades de trabalhadores de aviários e da construção civil; • Parasitas que são seres vivos que retiram de outros organismos os recursos necessários para a sua sobrevivência. Podem ser protozoários, vermes ou artrópodes entre outros. Os trabalhos de contacto com águas estagnadas e contaminadas são propícios a focos de infeção; • Organismosgeneticamentemodificados,nomeadamente por qualquer entidade biológica, (celular ou não celular) e dotada de capacidade reprodutora ou de transferência de material genético e não de forma natural. Os agentes biológicos são classificados em quatro grupos conforme o seu nível de risco infecioso: • Agente biológico cuja probabilidade de causar doenças no ser humano é BAIXA (nível 1); • Agente biológico que pode causar doenças no ser humano e constituir um PERIGO para os trabalhadores sendo ESCASSA a probabilidade de se propagar coletivamente (nível 2); • Agente biológico que pode causar DOENÇAS GRAVES no ser humano e constitui um RISCO GRAVE para os trabalhadores e para a coletividade (nível 3); • Agente biológico que causa DOENÇAS GRAVES e constitui um RISCO GRAVE para os trabalhadores com elevados níveis de propagação coletiva (nível 4). Danos nos trabalhadores: Estes agentes infeciosos podem efetivamente causar inúmeros danos dos quais destacaríamos os seguintes: • Infeções causadas por parasitas, vírus ou bactérias; • Alergias causadas pela exposição a agentes físicos, químicos ou biológicos (por exemplo pólen, poeira, ácaros, pelos ou penas de animais, picadas, alguns fármacos, alimentos e cosméticos); • Envenenamento ou efeitos tóxicos causados por toxinas produzidas por fungos e bactérias. E por tudo isto que aqui de uma forma simplista expusemos, partimos para o que consideramos a estratégia mais importante em matéria de segurança e saúde no trabalho: a Prevenção dos locais de trabalho. (1) Medidas ergonómicas de conceção dos locais de trabalho • Conceção das instalações e da utilização de equipamentos e instrumentos que deverão ser usados para contenção dos materiais perigosos na origem, através de medidas a tomar durante a fase de laboração (hottes, câmara de fluxo laminar, caixas de resíduos perfurantes e cortantes, autoclaves para a esterilização de equipamentos termorresistentes, cabines de exaustão química, chuveiros de emergência e lavas- olhos, extintores, correta sinalização, etc. (2) Identificação e avaliação dos riscos • Promoção de ações a nível da SST que abordam o diagnóstico dos agentes, locais, a virulência e as pessoas expostas, potencias vias de contato direto e indireto, medidas de primeiros socorros imediatos, as diferenciadas portas de entrada no organismo, etc. (3) Redução dos riscos de exposição • O empregador deve sempre ena medida do possível reduzir (se não puder eliminar) ao mais baixo nível a exposição a determinado agente e/ou substituir por outro menos agressivo, assim como deve adotar medidas higiénicas que irão contribuir para o confinamento dos agentes evitando-se a dispersão coletiva dos mesmos. Como medidas higiénicas destacamos a proibição de comer em locais potencialmente expostos a agentes biológicos, disponibilizar locais apropriados para as refeições e limpeza, um plano de limpeza e desinfeção periódica das instalações, procedimentos para a correta ventilação permanente e adequada; (4) – Vigilância da saúde ocupacional • Apesar da vigilância periódica estar definida por lei, no caso de riscos biológicos pode e deve o médico do
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