Magazine Risco Zero nº18
CLASSIFICAÇÃO, IDENTIFICAÇÃO E PREVENÇÃO DOS RISCOS BIOLÓGICOS Eng. José Fonseca ARTIGO DE OPINIÃO Diariamente, um trabalhador está exposto a diversos tipos de riscos no seu local de trabalho. Um desses riscos é o Risco Biológico, que deve manter o trabalhador e o empregador em alerta constante. Neste artigo, vamos abordar o que são considerados riscos biológicos, como podemos identificá-los e categorizá-los, e como são feitas as acções preventivas para garantir a saúde e bem-estar do trabalhador. Na Epidemiologia, o conceito de risco corresponde à probabilidade de um indivíduo, de uma população definida, desenvolver uma determinada doença, em um período de tempo também estabelecido. Risco biológico é a probabilidade da exposição ocupacional a agentes biológicos. Segundo a Organização Internacional do Trabalho (OIT), são considerados agentes biológicos: os vírus, as bactérias, os parasitas, os protozoários, os fungos e os bacilos. Os riscos biológicos ocorrem por meio de micro-organismos que, em contacto com o homem, podem provocar inúmeras doenças. O QUE OS AGENTES BIOLÓGICOS PODEM CAUSAR NO TRABALHADOR? • Bactérias: tuberculose, pneumonia, intoxicação alimentar, etc. • Vírus: gripes e resfriados, hepatite, HIV, sarampo, etc. • Fungos: micoses, candidíase, etc. • Protozoários: doença de Chagas, giardíase, etc. Parasitas externos: chato, piolho, sarna, etc. Em geral, os hospitais e serviços ligados à saúde são os mais conhecidos por apresentarem riscos biológicos aos profissionais. Porém, profissões de diversos outros ramos também estão expostos a este tipo de problemas. CLASSIFICAÇÃO DOS AGENTES BIOLÓGICOS Os agentes biológicos são classificados de acordo com o risco que representam para a saúde do trabalhador, existência ou não de cuidados e tratamentos e capacidade de propagação à colectividade. A Organização Mundial da Saúde (OMS) classifica os agentes biológicos em 4 classes distintas: Classe de Risco 1: inclui os agentes biológicos que apresentam baixo risco para o trabalhador e para a colectividade. Não possui comprovada capacidade de causar doenças em pessoas ou animais saudáveis. Exemplo: Lactobacillus. Classe de Risco 2: inclui os agentes biológicos que provocam infecções no homem ou nos animais, cujo potencial de propagação para a colectividade e de disseminação no meio ambiente é limitado, e para os quais existem medidas profiláticas e terapêuticas conhecidas eficazes. Exemplos: Schistosoma mansoni e vírus da rubéola. Classe de Risco 3: inclui os agentes biológicos que possuem capacidade de transmissão, em especial por via respiratória, e que causam doenças em humanos ou animais potencialmente letais, para as quais nemsempre existeuma formade tratamento eficaz. Representam risco se disseminados na comunidade e no meio ambiente, podendo se propagar de pessoa a pessoa. Exemplos: Covid-19 e Vírus da Imunodeficiência Humana (HIV). Classe de Risco 4: inclui os agentes biológicos com grande poder de transmissibilidade, em especial por via respiratória, ou de transmissão desconhecida. Até o momento, não há nenhuma medida profilática ou terapêutica eficaz contra infecções ocasionadas por estes. Causam doenças humanas e animaisde altagravidade, comalta capacidadededisseminação para a colectividade e no meio ambiente. Esta classe inclui principalmente os vírus. Exemplos: vírus Ebola e vírusMarburg. magazine risco zero
Made with FlippingBook
RkJQdWJsaXNoZXIy MjA1NDA=