Magazine Risco Zero nº17
/71 Como combater a resistência dos colaboradores na apli- cação das boas práticas para a prevenção dos acidentes de trabalho? Todo o comportamento desviante, que se distância daqueles que são os nossos objectivos, a nossa identidade, é interpre- tado, não como uma vontade expressa de um colaborador ou grupo de colaboradores em não cumprir as regras esta- belecidas, mas sim como uma situação pontual que deve merecer toda a atenção, no sentido de percebermos, em con- junto, qual a motivação que desencadeou essa acção para que possamos ataca-la de raiz, de forma incisiva. Ao compro- metermo-nos com os colaboradores, acabamos por chamá- -los à razão e responsabilizá-los pelos seus actos. Só assim encaramos a possibilidade de aplicar acções correctivas que desincentivem o não cumprimento ou a resistência à aplica- ção das regras. Entendemos que é ao perceber a génese des- sa resistência que conseguimos moldar os comportamentos por forma a torná-los mais responsáveis e seguros. A título de exemplo do trabalho realizado pela Conduril, par- tilhámos parte do trabalho da Conduril Academy, departa- mento interno de formação profissional e educação do Gru- po. Em conjunto, enfrentamos, debatemos e agilizamos os desafios que envolvem o colaborador e a sua segurança. De- senvolvemos para tal acções de formação, como foi a mesa redonda de debate sobre acidentes de trabalho na Geonorte. Pretendeu-se ali debater incidentes e acidentes de trabalho, sempre com o objectivo primário de prevenir futuros aciden- tes de trabalho, detectar falhas e deficiências reais que acon- teciam no dia a dia de trabalho e que abriam caminho para o acidente, ajustando-se ou criando novos procedimentos por forma a assegurar o bom funcionamento do trabalho. Mesa redonda sobre HST - Geonorte Ali todos os trabalhadores reflectiram e encabeçaram solu- ções, sob a mediação do departamento de segurança, para as suas lacunas ou falhas, em prol da melhoria das suas con- dições de trabalho e redução de riscos na jornada laboral. Curso de Condução Defensiva Quais os acidentes que mais ocorrem na empresa, e o que é feito para reduzi-los? Nos últimos anos denotamos uma forte tendência para que o número de acidentes in itineri ou de trajecto (acidentes que, tendo ocorrido fora do ambiente de trabalho, ainda as- sim são consagrados na legislação como acidentes de tra- balho, uma vez que decorrem da deslocação do colaborador entre sua residência e o local de trabalho, e vice-versa) se sobreponha aos acidentes ocorridos em contexto de Obra. Estamos a falar em percentagens anuais que rondam os 40% do total de acidentes de trabalho. Tendo em conta todas as condicionantes já conhecidas e sendo este problema da si- nistralidade rodoviária grave e generalizado, ainda hoje luta- mos contra este flagelo. No sentido de atenuarmos estes números, em 2015 de- senvolvemos uma parceria com a DNVT, denominada de “RESPEITA SÓ”, no sentido de envidarmos todos os esfor- ços para sensibilizarmos os colaboradores, fosse através de campanhas expositivas, com imagens reais de acidentes ro- doviários, consciencializações realizadas nos locais de traba- lho, quer pelo Departamento de Qualidade e Segurança, quer pelos membros da DNVT, acompanhados pela distribuição de documentação de su- porte. A campanha, ainda activa, tem por base as crianças, fi- lhos dos próprios colaboradores da Conduril, denominados de “Candengues da Segurança”. Tem como foco principal desenvolver nos trabalhadores uma cultura de segurança forte até mesmo nas viagens casa – trabalho – casa. Criar- mos condições para que todos os colaboradores regressem a casa, para a sua família, conforme saíram de manhã para o trabalho. Este é um dos nossos maiores desafios.
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