Magazine Risco Zero nº17
/33 Dra. Lusineide António × Licenciada em Gestão de Recursos Humanos × Técnica de Apoio a Direcção Geral do Centro de Segurança e Saúde no Trabalho direitos, pois recuando um pouco a história para a era dos primórdios, iremos perceber que o homem e a mulher sempre trabalharam juntos em prol de algum objectivo. Logo os dias de hoje não fogem à regra, embora algumas pessoas ainda não aceitem, no entanto a igualdade de gênero devia ser encarada e analisada de maneira diferente. Só assim estaríamos em condições de diminuir a fadiga por sobrecarga no lar e nas empresas. A questão educacional e cultural do homem visualiza a mulher como a responsável exclusiva do lar e exclusiva dos filhos, tornando assim a mulher um ser muito sobrecarregado, acabando por culminar em fadiga, que por sua vez pode facilitar um acidente laboral. Pois sabemos que o cansaço tem um papel muito impactante naquilo que são os riscos de acidente de trabalho, seja qual for a função no ambiente laboral bem como reduz o bom desempenho das funções da colaboradora.. Risco: São as probabilidades de um evento acontecer, seja ele uma ameaça quando negativo, e oportunidade quando positivo. Perigo: São condições que têmo perfil de causa ou contribuir para que o risco aconteça, semmedir o impacto e não há como elimina-lo e sim, contorna-lo. Acidente: É um acontecimento não planeado no qual a acção ou a reação de um objecto, substância, individuo ou radiação, resulta num dano pessoal ou material. Acidente de trabalho: É aquele que se verifica no local e no tempo de trabalho, que produza directa ou indirectamente lesão corporal, perturbação funcional ou doença de que resulte na redução da capacidade laboral, ou de ganho, ou a morte. Devido a dupla função da mulher, o cansaço e a fadiga, a mulher está exposta a acidentes. Devido a dupla jornada, amulher sente-se cansada e comfadiga, proporcionando-a baixa produtividade, impaciência na relação entre colegas de trabalho e outros particulares, incumprimento na execução de actividades, tudo devido ao seu estado, físico e emocional. Omesmoacontecenavida familiar, poisoqueserápropíciopara um lado acabará por fazer uma coligação ao outro, causando também cansaço, isso poderá ajudar no incumprimento das tarefas domésticas e obrigações com a família, tal como sonolência, impaciência, falta de apetite ou o inverso, etc. Para as mulheres com filhos mais pequenos, que requerem mais atenção, poderá ser vivenciada a ausência da amamentação. Esses e outros factores poderão dar lugar a outros problemas de saúde, no entanto é de extrema importância a educação da mulher, e o auxílio das famílias. Em Angola, o Plano de Desenvolvimento Nacional 2018-2022 não deixou de enfatizar a mulher, sendo que o objectivo nº 1.1.3 do seu Dossier espelha sobre a promoção do Género e Empoderamento da Mulher Onde o primeiro objectivo e metas é de promover a igualdade de oportunidades entre homens e mulheres, com o reconhecimento e valorização do papel da mulher em todos os domínios da sociedade, político, económico, empresarial, laboral, pessoal e familiar através da informação e sensibilização das comunidades para as questões do género. O segundo, é de assegurar de modo mais significativo, o empoderamento das mulheres jovens e da mulher rural por via do reforço da sua qualificação profissional. Um exemplo prático é a representação em média 39 % num período de 1990 a 2019 da mulher no parlamento, a Assembleia Nacional, cujo é o parlamento angolano, constituído e regulado no título IV da Constituição. De acordo com ela, é a representante do povo angolano, tendo uma configuração unicameral. Em representação do povo angolano, exerce os aspetos essenciais da soberania nacional: possui o poder legislativo, aprova o Orçamento Geral do Estado, controla a acção do governo e desempenha o resto das funções que lhe atribui a Constituição.
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