Magazine Risco Zero Nº 14
/45 SINAIS E SINTOMAS • Febre alta (cerca de 40ºC) • Dores de cabeça • Fadiga • Bradicardia • Insónia • Manchas rosadas no tronco • Falta de apetite • Diarreia ou obstipação • Náuseas e vómitos • Distensão e dores abdominais • Esplenomegália • Tosse seca • Delírios e estado de torpor • Pode ocorrer hemorragias abdominais, perfuração do intestino, surgindo depois quadros de septicemia, com possível choque séptico mortal. DIAGNÓSTICO E TRATAMENTO O diagnóstico pode ser efetuado através de sorologia e deteção de antigénios (reação deWidal) e através de culturas de materiais biológicos (fezes, urina, sangue, medula óssea, líquido biliar ou lesões cutâneas). O doente deve ser tratado a nível de ambulatório, basicamente com antibioterapia e reidratação. Repouso, dieta e ingestão maior de líquidos são medidas de suporte importantes durante a vigência da infecção. No infância e velhice, assim como durante a gestação, os doentes são mais vulneráveis a complicações. Em casos mais graves, é preciso internamento para hidratação e administração de terapêutica endovenosa. Sem tratamento adequado, a doença pode levar à morte. Apenas o médico pode dizer qual o tratamento mais adequado para cada caso, bem como a dosagem correta e a duração do tratamento. Deve seguir à risca as orientações do médico, NUNCA se automedicar nem interromper o tratamento. PREVENÇÃO A prevenção envolve algumas medidas, das quais se destacam: • Saneamento básico; • Preparação adequada dos alimentos; • Higiene pessoal; • Consumir água tratada; • Comprar alimentos frescos com boa aparência; • Lavar e desinfetar os alimentos antes de os consumir; • Consumir apenas leite e derivados pasteurizados; • Não utilizar alimentos com o prazo de validade vencido; • Lavar as mãos regularmente: o antes, durante e após a preparação dos alimentos; o ao manusear objetos sujos; o depois de tocar em animais; o depois de ir ao wc ou após trocar fraldas; o antes de amamentar. • Lavar e desinfetar todas as superfícies, utensílios e equipamentos utilizados para preparar os alimentos; • Proteger os alimentos e a cozinha contra insetos e todo tipo de animal; • Guardar os alimentos em recipientes fechados; • Colocar o lixo em saco dentro de caixote com pedal; • Proceder à limpeza e desinfeção periódica dos depósitos de água (a cada 6 meses, ou com intervalo menor, se necessário). Imunização Apesar de não ser 100% eficaz, aconselha-se a imunização contra a febre tifoide a pessoas sujeitas a exposições excecionais como trabalhadores envolvidos com esgotos e saneamento, viajantes e a pessoas que vivem em áreas onde a incidência é comprovadamente alta. A vacina contra a febre tifoide (TYPHIM Vi®) é de administração intramuscular em indivíduos com idade ≥ a 2 anos. Uma dose confere imunidade 7 dias após sua administração. É necessário revacinar após 3 anos se a exposição se mantiver. No entanto é de salientar que em Angola não se faz a imunização. Ações de educação para a saúde Destacar os hábitos de higiene pessoal, principalmente a lavagemcorreta dasmãos. Observar cuidados na preparação, manipulação, armazenamento e distribuição de alimentos. As moscas podem transportar mecanicamente para os alimentos as bactérias presentes nas dejeções dos doentes e portadores, embora não desempenhem papel importante na propagação da doença. É necessário proteger os alimentos do seu contato.
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