Magazine Risco Zero Nº 14

magazine risco zero Dr. A. Costa Tavares O SETOR RURAL | A MULHER | OS PERIGOS E RISCOS | AS MEDIDAS DE PREVENÇÃO E PROTEÇÃO ARTIGO TÉCNICO O papel das mulheres no mundo do trabalho tem ao longo dos anos sido ferido por sociedades que ainda colocam o sexo feminino quer pessoalmente, quer profissionalmente (não generalizando) abaixo do sexo masculino. É comum as várias estatísticas abordarem as desigualdades salariais e promocionais referentes a organizações empregadoras que criaram obstáculos às progressões, ao estabelecimento de barreiras no que concerne à igualdade de género de oportunidades de cargos de direção e de chefia, conotadas muitas vezes como o “sexo fraco”, entregues a tarefas subvalorizadas socialmente e com dificuldades por parte de muitos empregadores no que diz respeito ao eixo trabalho-família conciliando a sua vida profissional com a gestão da sua família, nomeadamente do crescimento e educação dos filhos. Acresce a estas situações desconfortáveis, o facto de no local de trabalho ainda existirem situações ergonómicas desadequadas para os géneros diferentes bem como equipamentos de proteção individual ainda muito masculinizados. A nível da contratualização laboral todos sabemos de episódios de precarização com incidência no sexo feminino para não falarmos dos casos de assédio moral e sexual muito mais preponderantes nas mulheres do que nos homens. UMA REFLEXÃO DO TÉCNICO DE SEGURANÇA E SAÚDE NO TRABALHO O que se pretende então salientar com este enquadramento? Que circunstancialmente as mulheres vivem sob uma carga de stress que pode em inúmeros casos ocasionar situações de cansaço, fadiga, desatenção, desleixo com impacto direto na sua segurança e saúde. Os setores tradicionalmente empregadores do género feminino são maioritariamente as unidades de saúde (hospitais, centros de saúde e clínicas), a educação com grande ênfase nas escolas básicas e jardins-de-infância, a administração pública, a restauração, o comércio de retalho, a indústria leve, os trabalhos de limpeza e a agricultura. Mas o facto de serem nesses setores a grande estatística de empregabilidade feminina, na sua maioria os cargos de

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