Magazine Risco Zero Nº 14
DISCUSSÃO: Os dados obtidos neste inquérito vão de encontro aos dados obtidos pelo Instituto Nacional de Estatística (INE)11 onde se refere que a população angolana é maioritariamente do género feminino com 52% a nível nacional. A idade média da população estudada é de 21 anos, o que também está em consonância com os dados do INE11, que referem que a população nacional é muito jovem. De acordo com INE e MINSA12, a nível nacional, 22% das mulheres e 8% dos homens nunca frequentaram a escola, o que corrobora os dados obtidos no estudo realizado, onde se verificou que 14,2% da amostra feminina estudada não tem escolaridade e não sabem ler nem escrever, ou não tem escolaridade obrigatória mas sabem ler e escrever. Para o INE11, a população com 18-24 anos que completou o IIº ciclo do ensino secundário é de 13% e 2,5% da população com 24 ou mais anos não possui formação superior. De acordo com o Ministério da Educação13, a taxa de participação no ensino secundário é muito baixa, não ultrapassando os 20,6%, significando que cerca de 80% das crianças que concluem o ensino primário não continuam para o ensino secundário, o que se repercute na idade adulta. Ainda de acordo com o INE11, a taxa geral de desemprego em Angola é de 24,2%, sendo, de acordo com o género, nos homens de 23,6% e nas mulheres de 24,9%. Nos dados decorrentes do diagnóstico de saúde efectuado verifica-se que 24,5% dos homens e 41,5% das mulheres são desempregados o que vai ao encontro dos dados publicados pelo INE11, constatando-se uma percentagem significativamente maior de mulheres desempregadas. De acordo com o INE e MINSA12, mais de metade dos homens e mulheres com idades entre os 15 e os 49 anos (69% e 65% respectivamente), estavam empregados no período de 2015- 2016. De acordo com os dados obtidos no nosso estudo, 50,3% dos homens e 30,8% das mulheres com idade até aos 49 anos estão empregados, em qualquer sector de actividade, verificando-se, portanto, a menor contribuição da população feminina, do bairro em estudo, para o desenvolvimento socioeconómico do país. A taxa de alfabetismo a nível nacional é de 66%, sendo consideravelmente mais elevada na área urbana face à rural, com 79% e 41%11, respectivamente. Esta assimetria também se constata em relação ao género, com 80% da população masculina alfabetizada e apenas 53% da feminina11. Na população em estudo, uma área urbana, nos indivíduos do género masculino verifica-se que 91,9% têm pelo menos o 1º ciclo e 3,8% não apresenta qualquer nível de escolaridade (apesar de saber ler e escrever), enquanto que nos indivíduos do género feminino 80,3% têm pelo menos o 1º ciclo e 9% não têm qualquer nível de escolaridade (apesar de saberem ler e escrever). Ainda de acordo com os dados do INE (2016) 11, do total da população nacional com mais de 24 anos, somente 2,5 % completaram a formação no ensino superior. Deste total, o género masculino apresenta uma taxa de conclusão do ensino superior de 59,9%, enquanto que no género feminino apenas 40,1% o concluem11. Na população em estudo, dos indivíduos do género masculino 10,1% têm como habilitações literárias o ensino superior, enquanto que somente 5,1% dos indivíduos do género feminino o completaram. CONCLUSÃO O investimento na educação das mulheres contribui para a melhoria da saúde da mulher e para o desenvolvimento e progresso do país. GRÁFICO 1: Relação das habilitações literárias, de acordo com o grupo etário e género Fonte: Elaboração própria GRÁFICO 2: Relação da situação profissional, de acordo com o grupo etário e género Fonte: Elaboração própria /31
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