Magazine Risco Zero Nº13

/9 ENTREVISTA A DR. MANUEL MBANGUI Director Geral do INEFOP (Instituto Nacional de Emprego e Formação Profissional) Qual é o actual quadro do Sistema Nacional do Emprego confrontado com os objectivos da formação profissional nesse domínio? Antes de mais, aproveito o ensejo para fazer um breve enquadramento do papel da formação profissional. Trata-se de um instrumento de qualificação e reconversão da força de trabalho, per- mitindo desta forma adequar os trabalhadores às exigências do desenvolvimento das empresas, pois, como se sabe, as tecnologias estão em constante mutação, o que pressupõe dotá-los cons- tantemente de ferramentas que os ajude a elevar as suas competências e a mantê-los actualizados. O INEFOP - Instituto Nacional de Emprego e Formação Profissional, enquanto órgão responsável pela gestão e avaliação do Sistema Nacional de Formação Profissional, tem inúmeros desafios. Desde logo e de acordo com o Plano de Desenvolvimento Nacional, é imperioso "regular a oferta formativa nos domínios considerados estratégicos, bem como melhorar o grau de empregabili- dade dos formandos". De igual modo, deve-se trabalhar no sentido de garantir o Reforço do Sistema Nacional de Forma- ção Profissional, que passa pela promoção e elevação dos índices de competências profissionais, pela resposta de forma adequada às necessidades de mão-de-obra qualificada do país através da expansão da formação profissional, pelo apoio aos jovens quanto à informação e orientação pro- fissional e pela promoção de acções de formação contínua às pessoas empregadas no sentido de manterem os seus empregos. Por último, mas não menos importante, passa ainda pela implemen- tação do Sistema Nacional de Qualificações como um instrumento fundamental para orientação dos sistemas de educação, formação profissional e ensino superior. Existe algum estudo ou pesquisa que sirva de base à determinação das necessidades de for- mação profissional dos jovens que pretendem ingressar o mercado de trabalho? Existem inúmeras pesquisas sobre o assunto, com realce ao Plano Nacional de Formação de Qua- dros, aprovado pelo executivo angolano desde 2013, e que tem servido de base de orientação às principais directrizes a adoptar na qualificação profissional dos jovens. Paralelamente a este instrumento, temos realizado encontros periódicos com o objectivo de abordarmos assuntos rela- tivos ao emprego e formação profissional. Por este facto, no mês de Julho de 2018, realizamos o 4º Encontro Nacional de Emprego e For- mação Profissional que tem servido de guia para as políticas neste domínio. Importa frisar que estiveram presentes neste encontro os representantes dos sindicatos, entidades empregadoras, académicos e outros actores chaves para orientação do sistema nacional de emprego e formação profissional

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