Magazine Risco Zero Nº13
magazine risco zero Quais são os principais desafios da Formação Profissional em Angola? Esta questão está relacionada com a primeira, no entanto no dia-a-dia temos como desafios os seguintes: a) Actualizar a lei de bases do sistema nacional de formação profissional pois o que temos vigora desde 1992; b) Reequipar e modernizar as unidades formativas; c) Uniformizar e melhorar os planos curriculares dos cursos ministrados; d) Recrutar novos formadores para atender à demanda dos cursos ministrados; e) Promover acções de capacitação técnica e pedagógica dos formadores, pois não se pode melhorar a formação pro- fissional sem ter um corpo de formadores devidamente pre- parado; f) Dinamizar acções no sentido de implementar estágios profissionais, assim como as carteiras profissionais como mecanismo de valorização da mão-de-obra; g) Adequar os perfis de saídas dos cursos ministrados às reais necessidades do mercado de trabalho; h) Desenvolver mecanismos de aproximação com o sector empresarial; i) Aumentar o nível de empregabilidade dos cursos minis- trados, incentivando o auto emprego e empreendedorismo; j) Registar e facilitar o processo de licenciamento dos centros privados que ministram formação profissional, pois temos assistido ao nascimento de muitos centros sem que, no en- tanto, cumpram com os requisitos exigidos para o exercício desta actividade. Estamos a trabalhar no sentido de proceder ao seu registo, bem como de facilitar os procedimentos, pois o nosso grande objectivo é assegurar aos cidadãos a obten- ção de uma formação que lhes proporcione as competências exigidas pelas empresas. Sublinhe-se que hoje as empresas não estão preocupadas com os diplomas e certificados mas sim com as competências que se devem provar no dia-a-dia. Uma população bem instruída e qualificada é essencial à criação, aquisição, disseminação e utilização eficiente de conhecimentos relevantes ao desenvolvimento e cresci- mento económico do país. Como é que o INEFOP cumpre com este desiderato em todo o país, dadas as limitações existentes de recursos? No processo de formação procuramos assegurar que se ofereça o CHA - conhecimento, habilidade e atitudes ade- quadas às exigências do mercado de trabalho. Estes são os pilares de qualquer acção de formação que desenvolvemos. Temos expandido a formação de formas diferentes: desde logo através da expansão dos centros e, por outra, por via das unidades móveis. Relativamente à formação profissional, importa destacar que, por se tratar de acções de capacitação que visam a em- pregabilidade, procuramos verificar, antes da implantação de unidades formativas, quer sejam fixas, quer móveis, a existência de actividades económicas relevantes que permi- tam a absorção da força de trabalho capacitada, bem como a densidade populacional. Desta forma, procuramos colmatar o défice de recursos humanos e financeiros e asseguramos a utilização eficiente dos mesmos Como os cursos traçados pelo INEFOP são levados ao co- nhecimento do público? Bem, regra geral, na edificação dos centros procuramos en- volver a comunidade através dos técnicos que fazem o le- vantamento das necessidades formativas. São realizados en- contros com as autoridades locais, entidades empregadoras, sindicatos e outros parceiros com o objectivo de auscultar- "Neste momento estamos a trabalhar na elaboração de um novo manual no domínio da SHST, cuja validação exigirá que os técnicos do CSST e do INEFOP trabalhem de forma conjunta."
Made with FlippingBook
RkJQdWJsaXNoZXIy MjA1NDA=