Magazine Risco Zero N.º 35

Torna-se um imperativo cada vez maior a promoção de uma estrutura de gestão de emergência que regule institucionalmente um Plano de Emergência Interno que contemple várias etapas como por exemplo: • Diagnóstico e Caracterização Caracterização dos Espaços: Descrição detalhada dos edifícios, lotação prevista, se existe trabalhadores com limitações físicas ou psicológicas e atividades desenvolvidas por cada sector; • Identificação de Riscos Mapeamento de perigos internos (ex: produtos químicos, equipamentos elétricos, equipamentos mecânicos com recursos a hidrocarbonetos, equipamentos a gás como cozinhas e refeitórios, características das vigas, placas, escadas) e externos (ex: solidificação das árvores e postes de iluminação interna face a ventos ciclónicos ou caudais aquíferos e grande dimensão, proximidade de florestas não controladas ou outras indústrias combustíveis); • Levantamento de Meios: Identificação de recursos existentes , como extintores, sinalética de emergência, redes de hidrantes (carreteis), sistemas de alarme e saídas de emergência; Registos de Segurança , que contenham a inspeção periódica de extintores (validade e pressão), dos carreteis de incêndios, dos testes aos sistemas automáticos de deteção de incêndios, dos sprinklers e dos testes das baterias dos blocos autónomos de emergência; • Organização da Segurança Estrutura Interna de Segurança: Definição da hierarquia de comando e das responsabilidades de cada setor (ex: Responsável pela Segurança das Instalações, equipas de primeira intervenção e combate a fogos, equipas de evacuação com chefe de fila, sinaleiros e cerra fila, coordenadores de piso entre outros intervenientes); Procedimentos de Alerta: Definição de como a emergência será comunicada internamente e como serão contactadas as entidades externas, como os Bombeiros, Proteção Civil ou a Emergência Médica entre outras entidades de socorros e emergência; • Planeamento Operacional Plano de Evacuação: Definição das vias de evacuação, equipas formadas de evacuação, sinalética operacional, blocos autónomos em funcionamento, pontos de encontro seguros e procedimentos para o abandono ordenado do edifício; • Plano de Intervenção: Instruções específicas sobre como agir para limitar a propagação do incidente antes da chegada dos meios de socorros externos,meiosdecontacto, protocolos estabelecidos previamente, etc; • Implementação e Manutenção Plantas de Emergência: Elaboração e revisão sempre que haja alterações estruturais do edificado, das plantas de emergência que devem estar afixadas em locais estratégicos (entradas, elevadores, zonas de passagem) em rotas de fuga desobstruídas, com a localização dos respectivos equipamentos de combate ao fogo e referindo o (os) ponto(s) de encontro que deve (em) manter-se desobstruído (s) e identificado (s); A sinalização deve ter as seguintes características: Visibilidade: Os sinais devem ser instalados a uma altura que garanta visibilidade mesmo com fumo (geralmente acima de 2 metros ou junto ao solo para rotas de fuga); Cores: • Verde: Saídas e primeiros socorros; • Vermelho: Equipamento de combate a incêndio (extintores, carretéis); • Azul: Obrigação (ex: "Porta corta-fogo, manter fechada"); • Amarelo: Perigo/Aviso; • Formação e Simulacros: Formação regular das equipas e realização de exercícios de evacuação periódicos para testar a eficácia do plano e garantir que todos sabem como agir sob pressão, criação de equipas de primeiros socorros e suporte básico de vida e de socorro psicológico; • Revisão e Atualização: O documento deve ser revisto anualmente ou sempre que existam alterações estruturais na empresa A existência de um plano de emergência e a realização de exercícios periódicos e simulacros anuais, elevam a consciência e responsabilização dos trabalhadores. Quando a segurança se torna parte da cultura organizacional, o número de incidentes, quase acidentes e acidentes de trabalho tende a diminuir consideravelmente. Não tenhamos pressa, mas não percamos tempo, a emergência requer disciplina, destreza e acção. Bem-haja. A. Costa Tavares × Técnico Superior de Segurança, Higiene e Saúde no Trabalho × Quadro Superior da Câmara Municipal de Cascais - Portugal × Formador, docente e consultor em matéria de SST /45

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