Magazine Risco Zero N.º 32
magazine risco zero Dr. Telmo dos Santos ARTIGO TÉCNICO "As estatísticas dos últimos cinco anos indicam que a média anual é de 13.100 acidentes rodoviários, que causaram, em média, 2.600 vítimas mortais, 13.725 feridos e danos materiais avultados. Estes números revelam que a sinistralidade rodoviária no país atingiu proporções bastante preocupantes, tornando- se uma das principais causas de mortalidade e deficiência física, um quadro que pode ser alterado com acções que envolvam a participação de todos na busca de soluções para este grande mal dos tempos modernos" , afirmou o Secretário de Estado do Interior, Arnaldo Manuel Carlos, no dia 28 de Novembro de 2024, na abertura da 1ª Conferência Internacional de Segurança Rodoviária, realizada em Luanda. Passados vários anos, a sinistralidade rodoviária continua sendo umverdadeiro pesadelo emAngola, representando um grave problema de segurança e saúde pública, motivo de luto e infelicidade de muitas fam lias, além dos enormes preju zos económicos e materiais que estes acidentes acarretam. Todos os anos morrem cerca de 1,35 milhões de pessoas (maioritariamente entre os 5 e os 25 anos de idade), o que corresponde a 3.700 pessoas por dia, sendo esta proporção ainda maior nas economias mais pobres e nos pa ses de baixo desenvolvimento. A Organização Mundial de Saúde (OMS) estima que, caso os Pa ses não apostem na prevenção e segurança como pilares da sua estratégia, a sinistralidade rodoviária passará da nona para a quinta maior causa de morte em 2030. Com o avanço da tecnologia, a indústria automóvel tem feito grandes e inovadores avanços para tornar os ve culos mais seguros, com mais e melhores mecanismos para prevenir acidentes e proteger as pessoas em caso de acidentes, o que é bastante louvável. SUSTENTABILIDADE AMBIENTAL E A SEGURANÇA RODOVIÁRIA Por outro lado, com as grandes preocupações com a sustentabilidade ambiental, a indústria automóvel tem estado igualmente comprometida com a problemática dos gases de efeito de estufa (GEE) e as iniciativas de descarbonização e por isso mesmo, tem investido para tornar a mobilidade igualmente mais sustentável, com a substituição dos motores a combustão por motores eléctricos ou h bridos, além de estimular a mobilidade a pé e a utilização de bicicletas, trotinetes eléctricas e outros ve culos amigos do ambiente. Nesta luta contra a sinistralidade rodoviária, todos somos chamados a contribuir para a redução dos acidentes, mortes e ferimentos que muitas consequências deixam para as pessoas afectadas, fam lias, empresas, economias e Pa ses. Com acções concretas e comportamentos seguros, podemos ressignificar o pesadelo que atormenta hoje o ambiente rodoviário e tornar as nossas estradas mais seguras. Todavia, o desafio aumenta agora com a necessidade de equil brio entre a segurança rodoviária e a sustentabilidade ambiental da mobilidade. Este último, impõe ainda mais exigência ao contexto actual, namedida emque expõe um risco potencial em ascensão: as alterações climáticas resultantes da poluição global, por isso, todos devemos contribuir. Sendo assim, listamos abaixo algumas iniciativas que podem contribuir simultaneamente ou em separado para a redução da sinistralidade rodoviária e a manutenção da sustentabilidade ambiental: 1. Incentivar a mobilidade colectiva; 2. Incentivar os trabalhadores e viverem próximo do serviço; 3 . Optar por uma frota corporativa de viaturas eléctricas; 4. Instalar estações de carregamento de viaturas eléctricas; 5. Incentivar os trabalhadores a optarem por viaturas eléctricas na hora de pensar em comprar ou renovar a frota pessoal ou familiar; 6. Sensibilizar os trabalhadores a cumprirem com os prazos de manutenção das suas viaturas; 7. Sensibilizar os trabalhadores a praticarem uma condução defensiva e ecológica; 8. Avaliar as rotas e necessidades de mobilidade para uma melhor optimização;
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