Magazine Risco Zero N.º 31

magazine risco zero Dr. Telmo dos Santos ARTIGO TÉCNICO Desdea invençãodoprimeiroveículoautomóvel capaz de transportar humanos no ano de 1.769 que a mundo viu nascer uma moderna e inovadora solução para a mobilidade urbana e o transporte de pessoas e cargas, com enormes benefícios do ponto de vista do tempo de mobilidade e da comodidade de estar sentado e ser transportado por um veículo motorizado. Nicolas Joseph Cugnot, o inventor francês que, em 1769, criou um veículo movido a vapor, com o objectivo de transportar equipamentos militares. O veículo pesava cerca de 2,5 toneladas e era movido por uma caldeira de vapor, tornando- se um dos primeiros conceitos de transporte motorizado. No ano de 1807 surgiram os veículos de motor e combustão interna a gás e gasolina, inovando a versão inicial dos veículos automóveis. Em 1885 surgem os motores a gasolina, sendo o ano de 1886 foi considerado como o ano de nascimento do automóvel moderno, tendo no Séc. XIX aparecido os primeiros veículos movidos a energia eléctrica. Todavia, os acidentes rodoviários tornam-se uma dura realidade, pois o mundo acabava de ter mais uma fonte de preocupação, lesões e mortes: os acidentes de viação. Em 1965 nos Estados Unidos da América, o então Presidente Lyndon Baines Johnson disse que o total de acidentes de trânsito nas duas décadas anteriores tinha ultrapassado 1,5 milhão de vítimas. Além disso, esta inovadora solução trazia ainda desafios igualmente preocupantes como: 1. A Poluição do ar; 2. O crescente congestionamento; 3. As dificuldades de estacionamento. Com o tempo, surgiram os temas de direitos do consumidor, defendo as vítimas e contestatários dos malefícios desta incontornável invenção. Com cada vez mais espaço e seguidores, a indústria automóvel organizou-se e foi A TECNOLOGIA E A SEGURANÇA RODOVIÁRIA implementando medidas concretas com recurso a novas tecnologias para tornar esta invenção mais segura, credível e menos contestada. Foi então que surgiu a tracção dianteira, depois a traseira, o reposicionamento do motor, os retrovisores, o cinto de segurança, etc. anos mais tarde, surgiram outras inovações tecnológicas, como: • Sistemas de assistência ao condutor: O sistema ADAS (Advanced Driver Assistance Systems) integra tecnologias que visam evitar colisões e acidentes graves, como sensores e cãmaras; • Reconhecimento de sinais de trânsito: O sistema de navegação pode identificar os sinais de trânsito e mostrar a informação no ecrã; • Comandos de voz e táteis: O condutor pode controlar o telemóvel, o rádio e os equipamentos media, de forma a evitar distrações; • Monitorização da atenção: Os sistemas de monitorização da atenção podem detetar sonolência e cansaço no condutor; • ABS e Travagemde emergência: A travagemde emergência é obrigatória em todos os veículos; • Alcoolímetro: O alcoolímetro impede condutores embriagados de conduzir; • Controle eletrônico de estabilidade: Esta tecnologia ajuda a prevenir capotagem e torna as curvas mais seguras. Com o tempo nasceram os carros híbridos, eléctricos e autónomos. O futuro revela que a sustentabilidade e a inteligência artificial serão o centro das preocupações e os grandes desafios do futuro. Cada vez mais, a indústria estuda e avalia soluções inovadoras e seguras para prevenir as mortes no trânsito e tornar os veículos mais seguros e modernos. Porém, o grande peso dos acidentes recai para o factor humano e é neste que a tecnologia também evolui e acompanha dos desafios actuais. Os bancos antissono, o reconhecimento dos níveis de álcool no sangue, são apenas duas questões que têm sido pensadas para mitigar dois grandes males relacionados ao factor humano: o álcool e o sono na condução. Estes dois são responsáveis por boa parte dos acidentes e vítimas de trânsito. Não fica de fora a preocupação com o uso dos dispositivos electrónicos

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