Magazine Risco Zero N.º 30
magazine risco zero bottom line, de John Elkington, (retorno triplo), intrudzido em seu livro Cannibals with forks: the triple bottom line of 21st century business, expandindo a noção tradicional de lucro como o único indicador de sucesso empresarial para três dimensões, habitualmente chamados de 3 P’s: profit (lucro), people (pessoas) e planet (Planeta). O conceito de ESG foi, com o tempo, ganhando visibilidade em vários outros sectores da economia. Em 2015, o movimento ganhou ainda mais força com a Agenda 2030 da ONU e o Acordo de Paris, ambos focados nos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS). Posteriormente, em agosto de 2019, o Business Roundtable, grupo empresarial que reúne os líderes das maiores empresas norte americanas, disseminou uma carta bastante disruptiva na altura e que dividia opiniões, quebrando a ideia de que os negócios existem apenas para dar lucro aos accionistas. Com todos esses movimentos, o ESG passou a tornar-se um pacto global. Em 2020, com a pandemia de Covid-19, ficou ainda mais evidente a necessidade de uma agenda de desenvolvimento consciente. Para reforçar este contexto, o Fórum Econômico Mundial lançou na Reunião Anual de 2020 em Davos, um guia de métricas, tendo como pilares, os valores de ESG. Prática novamente reforçada no encontro de Janeiro de 2021, reiterando a ideia que, até 2025, 57% dos activos de fundos mútuos na Europa, estejam de acordo com os critérios defendidas pelo ESG. As discussões sobre as mudanças climáticas já entraram e fazem parte do nosso dia-a-dia, principalmente para as grandes empresas e negócios internacionais. Não é à toa que, pesquisadores perceberam que o aquecimento global tem aumentado 1,5°C por ano, por conta das emissões de Carbono e tudo querem fazer para reverter este quadro negativo. Deste modo, as Nações Unidas têm assinado contratos com grandes empresas para reduzir a emissão de carbono em 45% até 2030 e chegar a zero até 2050. Por isso, tem sido cada vez mais comumnovas regulações e investimentos para promover uma pauta mais sustentável no contexto das organizações, como recursos hídricos, biodiversidade, gestão de resíduos, pegada de carbono, poluição, arborização e a conservação do ecossistema ambiental. Uma pesquisa da Deloitte revelou que 75% dos investidores globais aplicaram os indicadores ESG em pelo menos um quarto dos seus investimentos totais. A lista é crescente e os investidores estão cada vez mais conscientes de que todas essas questões influenciam no valor de mercado e na avaliação de uma empresa. De acordo com o Centro para Negócios Sustentáveis da Universidade de Nova York, a preferência do consumidor é por produtos mais sustentáveis em todas as categorias. Ou seja, na hora de escolher um chocolate, por exemplo, o consumidor moderno vai muito além do sabor. Ele leva em conta toda a cadeia de produção do chocolate, desde a agricultura do cacau, passando pela qualidade de vida do produtor, o impacto ambiental da produção e se há ou não trabalho escravo ou infantil no processo. Segundo um relatório da Organização Internacional do Trabalho (OIT), quase três milhões de trabalhadores morrem todos os anos como resultado de acidentes de trabalho e doenças profissionais, dados que destacam os constantes desafios em garantir a protecção da saúde e da segurança dos trabalhadores em todo mundo, que muito fazem para dinamizar as economias das suas organizações e países e produzir cada vez mais e melhor. Este são apenas alguns dos inúmeros desafios do futuro com que teremos que lidar e investir, se quisermos usufruir de um mundo melhor, mais inclusivo e sustentável para se viver. Não há dúvidas que o futuro continuará a passar pelas pessoas e pelo ambiente e que precisamos de investir seriamente nestes pilares estratégicos, o quanto antes com objectividade e pragmatismo, de forma sistemática e consistente, com os recursos certos, apostas concretas, políticas de proteção do ambiente, das pessoas e princípios de governança aceitáveis. Os trabalhadores também querem que suas empresas tenham responsabilidade social em suas decisões a curto e longo prazo. Ademais, trabalhadores satisfeitos têm o dobro de chances de continuar em uma organização por mais tempo, comparados àqueles que trabalham apenas pelo pagamento. A lealdade de um trabalhador é um grande benefício para empresa hoje, pois além de reduzir significativamente os custos de contratação, garante trabalhadores mais alinhados às estratégias do negócio e fortalece a memória institucional. Não menos importante, uma forte postura corporativa
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