Magazine Risco Zero N.º 30

/39 Dois milhões de trabalhadores morrem a cada ano de doenças ocupacionais e acidentes ocorridos no ambiente de trabalho. Segundo um relatório da Organização Internacional do Trabalho (OIT), 3,9% das mortes globais devem-se a acidentes ou doenças ocupacionais, 15% da população mundial sofre, anualmente de acidentes ou doenças mais ou menos graves por causa do trabalho. AOrganização Mundial da Saúde (OMS) estima que 37% de dores lombares, 16% das perdas auditivas, 13% das doenças pulmonares, 11% de asma e 8% de lesões são relacionadas com actividades nos locais de trabalho. Em todos os ramos de actividade da nossa vida a estatística está presente, pois ela fornece os dados que permitem comparações para se avaliar o comportamento daquilo que está a ser realizado. Como exemplo, temos: as pesquisas de opinião pública, que aferem à audiência de um determinado programa, as pesquisas realizadas em época de eleições, que refletem os resultados nas urnas da preferência dos eleitores em relação aos candidatos. Isso é a aplicação da Estatística. Mais acima acabei divulgar alguns dados estatísticos no âmbito da segurança e saúde ocupacional. A saúde ocupacional implementa a estatística para estudar o comportamento dos acidentes nas empresas e, a partir daí, averiguar o nível das condições de segurança desenvolvidas nas diversas áreas. A estatística na área ocupacional é uma excelente ferramenta para o profissional de segurança identificar as áreas onde as acções de prevenção devem ser actuadas de forma mais urgentes e também para se avaliar o sucesso das medidas adoptadas. Os dados estatísticos são normalmente apresentados na forma numérica e gráfica. O registro gráfico deve contemplar não só o número total de acidentes da empresa em um determinado período, mas também por sector ou actividade atingida, por dia da semana e por horário do acidente, permitindo, assim, uma observação mais detalhada e completa do que está acontecer internamente. Cabe aos serviços de segurança da empresa “registrar mensalmente os dados actualizados de acidentes de trabalho, doenças ocupacionais e agentes de insalubridade” De acordo o decreto 6/96 alínea e), a entidade empregadora deve analisar os danos de acidentes de trabalho e doença profissionais e elaborar a respectiva estatística para facilitar Eng. Igor Martins × Natural de Luanda, Angola. × Licenciado em engenharia Mecatrónica pela Universidade Metodista de Angola. × Técnico superior de Segurança Higiene e Saúde no Trabalho na NWA- Networking Angola. × Desempenho funções de técnico e formador de Segurança. a visualização do quanto o serviço de segurança está desempenhar as suas funções e para demonstrar perante a empresa, o sucesso de suas acções. Obviamente que um aumento nos índices de acidentes ou doenças ocupacionais vai exigir acções mais efectivas por parte do departamento de segurança, uma vez que será evidente uma anormalidade não prevista e indesejável. Os acidentes de trabalho ocorridos na empresa devem ser comunicados a Inspeção Geral do Trabalho (IGT) através da Comunicação de Acidentes de Trabalho (CAT). A emissão da CAT se destina ao controlo estatístico e epidemiológico junto as entidades competentes. Daí a escolha do tema, para informar que a IGT TEM A SUA CASA ABERTA a todas empresas sem excepção, pelo que espera a colaboração de todos no sentido de contribuírem na divulgação dos dados estatísticos. É importante realçar que as estatísticas de acidentes não são compiladas unicamente com fins de investigação e estudo da prevenção dos acidentes. Embora seja esta a razão principal, também é importante que todos os interessados conheçam devidamente qual a situação existente no tocante aos acidentes, para alertá-los e estimular seu interesse, ajudando- os a adquirir a consciência da segurança.

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