Magazine Risco Zero N.º 30

/37 16.AVALIAÇÃOERGONÓMICA: Asavaliaçõesergonômicas podem ajudar a identificar e mitigar riscos relacionados com a ergonomia no local de trabalho, comomovimentos repetitivos, posturas inadequadas e levantamento e transporte de cargas pesadas que originam os tais conhecidos “maus jeitos” e que tanto contribuem hoje para o aumento das situações de incapacidade temporária (baixas); 17. MONITORAMENTOAMBIENTAL: Emcertos ambientes de construção, pode haver exposição a agentes ambientais nocivos, como poeiras, gases ou vapores tóxicos. É importante realizar o monitoramento ambiental de forma periódica para avaliar os níveis desses agentes e implementar medidas de controle adequadas, se for esse o caso; 18. ENVOLVER OS TRABALHADORES NA SEGURANÇA: Os trabalhadores são uma fonte valiosa de conhecimento sobre os riscos específicos do local de trabalho. O empregador deve incentivar a participação ativa dos trabalhadores na identificação de riscos e no desenvolvimento de medidas de segurança em articulação com os técnicos de SST e as comissões representativas dos trabalhadores incluindo se houver, sindicatos; 19.PROGRAMASDEBEM-ESTARDOSTRABALHADORES: Alémdemedidas de segurança física, programas de bem-estar dos trabalhadores, como acesso a serviços de saúde mental, programas de exercícios físicos e políticas de equilíbrio entre trabalho e a vida pessoal (conciliação), podem contribuir para a melhoria da saúde geral dos trabalhadores; 20. CULTURA DE SEGURANÇA: Promover uma cultura de segurança onde a segurança e a saúde dos trabalhadores sejam prioridades, é fundamental. Isso comporta mais que nunca o envolvimento e o comprometimento de todos os níveis da empresa, desde a alta administração, passando pelas chefias intermédias (muito importante pois lidamdiariamente com os trabalhadores no estaleiro e na frente de trabalhos) até A. Costa Tavares × Técnico Superior de Segurança, Higiene e Saúde no Trabalho × Quadro Superior da Câmara Municipal de Cascais - Portugal × Formador, docente e consultor em matéria de SST os trabalhadores da linha de frente. A prevenção na construção civil não deve ser vista como um custo, mas como um investimento essencial para a segurança, qualidade e sustentabilidade das várias intervenções a serem realizadas no âmbito da construção e da edificação. As vantagens são amplas e afetam positivamente todos os envolvidos no processo construtivo, desde os trabalhadores até os utilizadores finais das edificações. Portanto, a criação de uma cultura de segurança com a adoção de medidas preventivas, é crucial para o sucesso e para a longevidade de qualquer projeto empresarial com maior preocupação neste contexto específico da construção que, como no início referimos, contribui ainda para muitas situações de infortúnio humano, familiar e social. Falamos muito mais neste artigo de equipamentos de proteção coletiva e menos de proteção individual. Todos sabem o porquê. E acreditamos que é no investimento e massificação dos primeiros, que conseguiremos a médio e longo prazo infletir o grande número de episódios tristes na construção civil, alavancando para uma nova caminhada cujo paradigma assente na qualidade de vida dos trabalhadores, na sua motivação, na sua entrega e na sua paixão pelo que fazem. Bem hajam. "A prevenção ocupacional deve ser parte integral da cultura organizacional, onde a segurança, a higiene e a saúde deverão ser uma prioridade em todos os níveis hierárquicos, com todos e para todos”

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