Magazine Risco Zero nº28

magazine risco zero DOENÇAS DO SECTOR MINEIRO O trabalho na mineração é hoje um dos mais perigosos, de acordo com altos índices de acidentes do setor, muitas vezes fatais e também existe uma grande incidência de doenças profissionais, como: Pneumoconioses, Dermatoses, Perdas auditivas e LMERT e até o estresse. ARTIGO IGT A silicose é uma pneumoconiose que está relacionada com a inalação do pó de sílica durante muitos anos. A sílica é o principal constituinte da areia, e por essa razão, a exposição a essa substância é comum entre os trabalhadores de mineração, os cortadores de arenito e de granito, os operadores de fundições e os ceramistas. As micro partículas do pó de sílica atingem o interior do pulmão provocando uma reação inflamatória, a repetição desta inflamação ocasiona uma fibrose do parênquima pulmonar, formando nódulos pulmonares, levando o trabalhador a uma insuficiência respiratória crônica, além de outras complicações como a doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC), enfisema e tuberculose pulmonar além do risco de desenvolver câncer no pulmão (Fagundes et.al, 2018). Os fatores que influenciam na probabilidade de progressão para a silicose incluem (1) : • Duração e intensidade da exposição • Forma do silício (exposição a formas cristalinas atribui risco mais elevado que a forma impura) • Características da superfície (a exposição a formas não revestidas atribui maior risco que as revestidas) • Rapidez da inalação após a poeira ter sido produzida e ter se tornado aerotransportada (a exposição imediatamente após o fracionamento atribui maior risco que a tardia) Formas de apresentação (1) : • Silicose aguda, também conhecida como silicoproteinose ocorre após períodos de exposiçãoquepodemvariar demeses a anos, esta forma ocorre no jateamento de areia ou moagem de pedra. Manifesta-se por dispnéia grave que pode evoluir para insuficiência respiratória, tosse seca e comprometimento do estado geral. Ao exame físico auscultam-se crepitações difusas, o padrão radiológico é bem diferente das outras formas, sendo representados por infiltrações alveolares difusas e progressivas, muitas vezes acompanhadas por nodulações mal definidas. • Silicose subaguda é caracterizada por apresentar alterações radiológicas mais precoces, normalmente após cinco a dez anos do início da exposição. Os sintomas respiratórios costumam ser precoces e limitantes, com grande potencial de evolução para a forma complicada da doença, como a formação de conglomerados e fibrose maciça progressiva. • Silicose crônica é a forma mais comum e ocorre após longo tempo do início da exposição, que pode variar de dez a vinte anos, após exposição a concentrações relativamente reduzidas de sílica. É caracterizada pela presença de nódulos peribroncovasculares difusos, menores que um centímetro de diâmetro, que predominam nos terços superiores dos pulmões. Pode ser assintomáticos ou apresentar sintomas tardios (dispneia de esforço, tosse com expetoração) após as alterações radiológicas. (TERÁN, 2010) Diagnostico é feito com base: • Anamnese: Historia clínica e ocupacional; • Exames complementares como Raio X de tórax na posição PA (Póstero Anterior), Tomografia axial computadorizada (TAC), PFR (espirometria): util para avaliar as repercussões funcionais e a incapacidade. • Biópsia tecidual para confirmação Prevenção • Os trabalhadores devem manter práticas de higiene pessoal adequadas. Lavar as mãos antes de comer; não comer ou fumar no local de trabalho; • Devem utilizar roupas de proteção descartáveis ou laváveis. Trocar de roupa antes de deixar o local de trabalho; • O ar no ambiente deve ser monitorado frequentemente para (1) Laura, 2020 Dra. Engrácia Nazaré Dias Rocha

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