Magazine Risco Zero nº27
magazine risco zero Engª. Carla Guerreiro A HIGIENE NO TRABALHO /HIGIENE INDUSTRIAL ARTIGO PROFISSIONAL O tema que hoje trabalhamos nestamagazina é sobreHIGIENE no trabalho, ou HIGIENE INDUSTRIAL. E quando falamos em Higiene qual é a primeira coisa que vos ocorre? Limpeza? Asseio? De acordo com o Decreto Nº 31/1994 de 5 de Agosto, no seu artigo 3º, nº 1 alinea c), a higiene no trabalho, é um conjunto de métodos e técnicas não médicas tendentes a preservar a vida e a saúde dos trabalhadores contra a agressividade dos agentes ambientais nos locais de trablaho onde exercem funções. Propondo-se desta forma a combater, de um ponto de vista não médico, as doenças profissionais, identificando os factores que podem afectar o ambiente de trabalho e o trabalhador, visando eliminar ou reduzir os riscos profissionais (condições inseguras de trabalho que podem afectar a saúde, segurança e bem estar do trabalhador) a que os trabalhadores estão expostos no local de trabalho ou decorrentes dele, que possam resultar em lesões, doenças ou deficiências, afectando o bem estar dos trabalhadores ou os membros da comunidade onde a organizção se encontra inserida. A higiene no ambiente de trabalho não se refere apenas a um local limpo ou a um trabalhador asseado, mas também comporta medidas, como ergonomia, controle dos riscos envolvidos em cada função e actividade de forma a manter a saúde física emental de todos, sejamtrabalhadores oumembros da comunidade que possam ser afectados pela actividade da organização. A higiene e segurança no trabalho é um tema que cada vez mais se torna um objeto de preocupação de cada organização, pois diz respeito as condições que estão diretamente relacionadas com a saúde e integridade física dos trabalhadores, nesse sentido a lei obriga que sejam adotadas medidas de higiene e segurança no trabalho que previnam doenças profissionais e acidentes de trabalho. A correcta manutenção da higiene no trabalho, traz mais confiança aos trabalhadores, no sentido em que ao se sentirem mais seguros, executam as suas actividades de forma mais tranquila, reduzindo os níveis de stress, depressão, ansiedade, reduzindo por sua vez os acidentes, incidentes e doenças profissionais. A cultura de Higiene e segurança de uma organizção é extremamente importante para o seu sucesso. A saúde humana pode ser influenciada por muitos fatores, incluindo a exposição a contaminantes físicos, químicos, biológicos e radiológicos no meio ambiente. Esta exposição é medida e controlada através da exposição do trabalhador ao risco durante a actividade. Isto não é recente, Hipócrates no século IV aC verificou que o chumbo na indústria mineira era tóxico. Plínio o Velho, um romano estudioso, nos primeiros séculos dC verificou que o Zinco e o Enxofre eram prejudiciais a saúde dos trabalhadores. No segundo século dC, o médico grego Galeno descreveu com precisão a patologia do envenenamento por chumbo e reconheceu como perigosas exposições dos mineiros de cobre a névoas ácidas. Em 1700, Bernardo Ramazzini publicou um livro “De Morbis Artificum Diatriba” - As Doenças dos Trabalhadores. Como podemos ver, desde muito cedo, que esta questão da higiene industrial vêm sendo a ser estudada no sentido de reduzir acidentes, incidentes e doenças profissionais, por isso desenvolver e estabelecer normas, regulamentos, procedimentos, de segurança e saúde ocupacional envolve não só determinar a extensão da exposição dos funcionários a riscos mas também a decidir o que é necessário para controlar esses riscos, protegendo assim os trabalhadores. No estudo do posto de trabalho uma prévia avaliação de risco deve ser feita no sentido de prevenir potenciais situações de risco para o trabalhador . Medidas de engenharia aquando do estudo inicial do posto do posto de trabalho e medidas administrativas são as primeiras a serem tomadas no sentido de minimizar a exposição do trabalhador ao risco, removendo o perigo logo na fonte ou isolando o trabalhador dos perigos. Como exemplo podemos referir que nesta fase é quando identificamos os produtos tóxicos nocivos e os substituimos por outros produtos não tão perigosos, ou estudamos meios de proteger o trabalhador e de o isolar deste perigo. Após identificados os perigos analisados os riscos estabelecem-
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