Magazine Risco Zero nº27
/58 que beneficiavamdirecta ou indirecamente, e até para aqueles que mesmo não conhecendo o Tio António pessoalmente, sabiam que era graças ao que ele pagava ao seu pai, a sua mãe, graças ao valor das compras e outras ajudas, que eles iam para a escola e tinham comida à mesa todos os dias. Consegue imaginar as consequências sociais e económicas dessa tragédia? Consegue imaginar a dor dessa família? A dor das pessoas todas que dependiam directa ou indirectamente do Tio António? Consegue somar, os prejuízos e as consequências sociais e económicas que pode afectar negativamente uma geração? Todososdias, inúmeras famílias sofremcomas consequências da sinistralidade rodoviária. Sofrem na pele, sofrem na alma e sofrem na carne. Para muitas dessas famílias, não morre apenas uma pessoa, morre sim o provisor, o garante do sustento, impulsionador da família, a garantir do futuro, a certeza de um amanhã melhor, a manutenção da alegria, da esperança e da tão ansiada prosperidade. Muitas crianças hoje sofrem, estão fora do sistema de ensino, metidos nas drogas, na prostituição ou outros vícios e comportamentos desviantes porque viram-se envolvidas numa situação dessas, em que, não tinham mais a fonte de sustento, a fonte de renda para a escola e a vida mudou da noite para o dia, por conta do desaparecimento físico de uma única pessoa por acidente rodoviário, tornando a vida num verdadeiro pesadelo. A sinistralidade rodoviária é um tema sério e de grande impacto social! Pode representar a morte da esperança, o apagar de uma luz, o ofuscamento de um brilho, a transformação de uma certeza em incerteza, a fonte de muita dor, de pesar, de sofrimento, de luto, de ansiedade, de depressão e de muito stress, dificuldades e complicações de todo tamanho e medida. A problemática da sinistralidade rodoviária é mais grave e séria do que parece emerece a atenção, esforço e preocupação de toda a sociedade. Não é um problema alheio, é nosso! Não é um problema só da Polícia ou de quem tem carro ou conduz, é um problema de todos, até os que não têm carro ou não conduzem! É um problema do peão, do pendura, do co-piloto, do passageiro, da vendedora, do empresário, do executivo, do pobre, do risco, do alto, do baixo, do gordo, do magro, do ativistas, do político, do cristão, do ateu e de todas as forças vivas da sociedade, por isso, todos, sem execepção, devemos empreender esforços para combater este mal. O tema não é a alta taxa de sinistralidade rodoviária. É antes a alta taxa de mortalidade e incapacidades resultante destes acidentes, o que significa que a maior parte destes acidentes é bastante violenta e mortífera. 1. Respeite o código de estrada; 2. Não use o telefone ou outros dispositivos electrónicos enquanto conduz; 3. Não conduza sob efeito de álcool ou drogas; Dr. Telmo dos Santos × Responsável do Departamento de Saúde, Segurança e Ambiente da multinacional Angolana Unitel SA, gestor das áreas de Saúde Ocupacional, Higiene e Segurança no Trabalho, Medicina e Psico- logia do Trabalho e do Trânsito, Segurança Rodoviária, Sustentabili- dade e Responsabilidade Ambiental. × Técnico Superior de Saúde e Segurança Ocupacional e Mestre em Gestão Ambiental, Saúde e Segurança Ocupacional, pela Faculdade de Ciências Aplicadas da Universidade de Sunderland, Londres e Doutorando em Psicologia pela Atlantic International University, nos EUA. × Especializado em Higiene Industrial pela Faculdade de Higie- ne Industrial de Londres e tem as certificações internacionais da NEBOSH e IOSH. × Docente Universitário, rosto de várias conferências nacionais e internacionais e autor de vários artigos técnicos sobre segurança rodoviária, ambiente, saúde e segurança no trabalho. × Trabalhou durante 10 anos na petrolífera BP, é Vogal da Direcção da AAMGA (Associação Angolana de Manutenção e Gestão de Activos), membro da Comissão Instaladora da AASSO (Associação Angolana de Segurança e Saúde Ocupacional) e membro do Nú- cleo Autónomo de Segurança no Trabalho da APSEI (Associação Portuguesa de Segurança). 4. Use sempre o cinto de segurança e certifique-se todos os ocupantes usem; 5. Não exceder os limites de velocidade; 6. Muito cuidado comos peões e outros utentes da via pública; 7. Seja um aderente das boas práticas e cortesia no trânsito; 8. Nunca conduz sob efeito de cansaço ou fadiga; 9. Caso as condições climatéricas não ofereçam condições de segurança (pavimento escorregadio, pouca visibilidade, chuva torrencial, fraca iluminação, ect), páre em local seguro até as condições melhorarem; 10. Em viagens de longo curso, faça pausas (10/15 minutos) a cada duas horas de condução, para exercitar, apanhar ar, beber água e fazer exercícios de alongamento. Cumpra com as regras de segurança rodoviária, sensibilize e ajude outros a cumprir, assuma e levante esta bandeira e promova a cultura de paz e segurança nas estradas.
Made with FlippingBook
RkJQdWJsaXNoZXIy MjA1NDA=