Magazine Risco Zero nº27
/5 EDITORIAL Dr. Paulo Vaz Guimarães Damos por certo que a sigla SHST, é comumente usada e bem conhecida como referindo-se a Segurança, Higiene e Saúde no Trabalho. Já o significado e abrangência dos termos em si, um por um, por vezes suscita dúvidas, mesmo naqueles que se relacionam com área da saúde ocupacional. EmAngola, à semelhança de outros paises também se usam diferentes termos e por isso diferentes siglas para designar em cada empresa ou instituição os mesmos “serviços” ou “área de acção”, uns acrescentando a Qualidade outros o Ambiente ou as duas, por vezes com termos anglo-saxónicos e também acrescentando outros termos relacionados. A Inspeção Geral do Trabalho (IGT) por norma usa o termo SHST e inclusivamente certifica as diferentes empresas prestadoras de serviços nesta área pelas três áreas em separado ou a associação de duas ou três das áreas envolvidas, a Segurança, a Higiene e a Saúde. Se os conceitos de Segurança e a Saúde são mais facilmente entendidos e claramente percebidos por todos, já a Higiene nem sempre é assim. É neste contexto que se entendeu ser útil uma edição da Magazine Risco Zero (MRZ) sobre a Higiene, o que é e qual a sua importância. Foi este o desafio que lançamos a todos os colaboradores desta edição nº 27 da MRZ. Dos recursos humanos, passando pelos serviços de SHST ou QSSA, à especificidade da área industrial, à Medicina do Trabalho ou até mesmo a unidades de saúde de atendimento publico ou privado, ou mesmo instituições de ensino superior, conseguimos abranger as diferentes visões, opiniões e realidades desses sectores convergindo todas para um melhor entendimento do que é a Higiene no trabalho e a sua importância. A IGT disponibiliza nesta edição dados estatísticos de SHST que devem ser consultados e analisados. O objetivo desta edição é que os conceitos de Higiene no Trabalho façam parte da realidade das empresas nos diferentes sectores económicos de Angola, que se consigam estabelecer não só metodologias para a sua avaliação mas também a orientação para a implementação de técnicas de eliminação e controlo dos riscos e da redução das doenças. É este desafio que fica lançado não só aos empregadores na sua implementação mas também às empresas que certificadas pela IGT invistam na formação dos seus técnicos e na aquisição de equipamentos certificados que possam de forma estruturada e sólida prestar serviços de avaliação de agentes físicos, químicos e biológicos na higiene no trabalho.
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