Magazine Risco Zero nº26
/63 Agora que já percebemos que, depois de satisfeitas as necessidades básicas, os seres humanos buscam sempre satisfazer as necessidades de estima, e a formação tem uma forte contribuição neste crescimento, por vários motivos, nomeadamente: 1. Reconhecimento, 2. Valorização, 3. Melhoria de qualidade de vida, 4. Estabilidade entre outros. Quando somos úteis para a empresa, e vemos acima de tudo possibilidades de melhoria de qualidade de vida quando a entidade patronal está a formar-nos, também significa estabilidade, uma garantia dos nossos empregos de certa forma, que ainda contam connosco e isso dá uma sensação de pertença e acaba por criar melhores laços e relacionamentos interpessoais e desenvolvimento intectual. Por outro lado, um funcionário com as necessidades de autorrealização satisfeitas acaba por dar o melhor de si em todas as esferas, com a qualidade esperada pela entidade patronal. Os empregadores não só estão a apostar muito na formação profissional, mas também cada vez mais virado para a área comportamental, pois acredita-se que um bom profissional tem de agregar uma boa componente técnica acompanhado de grandes competências comportamentais, sejam elas, a capacidade de comunicação, a inteligência emocional, gestão de tempo, gestão do stress, gestão de conflitos, liderança, gestão de equipas, entre outras componentes comportamentais que faz com que um profissional evolua de bom a excelente. E a pensar na importância destas valências e da importância do trabalho em equipa para obtenção de melhores resultados. Realização Profissional A formação profissional contribui para a mudança do perfil técnico e social dos profissionais, através do aumento das suas qualificações, facilitando a rápida inserção no mercado de trabalho, proporcionando renda familiar, como factor de sustentabilidade do desenvolvimento socioeconómico do país, uma vez que nos permite sentir uma maior segurança relativamente ao nosso desempenho. Quanto melhores formos e quanto mais preparados estivermos na execução das nossas funções, mais realizados nos sentimos e mais felizes somos nos nossos locais de trabalho Qualidade de vida versus Formação Profissional A qualidade de vida na relação com o trabalho é assunto que não sai das mesas de debates das organizações, sejam elas públicas ou privadas. A competitividade como factor de crescimento organizacional bem como de liderança das empresas junto ao Mercado pode ser inserido neste discurso. Se analisarmos o ser humano, seus sentimentos e suas emoções talvez não levássemos em consideração a máxima de que vai ao trabalho somente em busca do salário. Seria injusto não ressaltar que no processo competitivo laboral esta contido parte do seu valor humano de sonhos, desejos e expectativas. Quanto a parte que cabe a empresa, fica a dúvida se os projetos aos quais estão ligados a força de trabalho destinada a equipe fora pensado em não explorar os limites (sejam quais for) do ser humano. Pois bem, variáveis e mais variáveis poderão fazer parte deste assunto, finito ou infinito no universo das discussões e questionamentos sobre o tema. Obviamentequedevemos elogiar seudesempenhoprofissional, mas e a relação Qualidade de Vida x Formação Profissional, vamos atribuir a quem? E se não houver transferência corre-se o risco de não aguentar a rotina e a Empresa perder o grande profissional. Dra. Eva Gonçalves da Cruz × Técnica de 2ªClasse da Inspeção Geral do Trabalho; × Doutoranda em Administração e Gestão Empresarial × Formadora e docente universitária.
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