Magazine Risco Zero nº25

/5 EDITORIAL Dr. Paulo Vaz Guimarães Caros leitores, esta é a edição nº 25 da MRZ, um número “redondo” que de certa forma incons- ciente, na minha opinião, o associo a um quarto de século, um marco por isso que espero reforce a robustez e resiliência da revista. Nada melhor que um número destes para uma edição dedicada ao trabalho infantil, uma temática de cariz mundial, mas com maior incidência e prevalência nos países em desenvolvimento. É um tema que deve ser encarado com firmeza e determinação, mas também com “compaixão humana”. Podemos constatar nesta edição que: O trabalho infantil priva as crianças e adolescentes da sua infância, da capacidade de frequen- tar a escola na tolidade ou com regularidade, o que trás consequências mentais, físicas, sociais e morais prejudiciais. É uma clara violação dos direitos fundamentais das crianças e adolescentes à vida, saúde, educação, lazer entre outros. O trabalho infantil é uma realidade mundial e não é exclusivo de Angola, como podemos constatar na entrevista à Sr.ª Ministra da Administração Publica, Trabalho e Segurança Social, Dr.ª Teresa Rodrigues Dias, Angola está consciente e empenhada emmitigar e resolver este problema. O Plano de Acção Nacional para Erradicação do Trabalho Infantil (PANETI), criado através do Decreto Presidencial nº 239/21, de 29 de Setembro é exemplo disso mesmo. O trabalho Infantil é um problema de saúde publica, o Dr. Costa Tavares no seu artigo refere que: “Nao nos esquecamos que o trabalho de criancas e jovens e igualmente um problema de saude publica, uma vez que, ficam expostas as criancas e os adolescentes ao manuseamento de equipamentos perigosos, e a terem contato diario com os riscos inerentes a esse manuseamen- to(...)”. O trabalho infantil têm uma dimensão mundial grave, a Eng.ª Carla Guerreiro coloca-nos em números a extensão do problema: “O trabalho infantil e mais comum em paises em desenvolvi- mento, onde vivem mais de 90% das criancas afetando cerca de 211 milhoes de criancas, (sendo que o continente com a maior taxa de emprego infantil e a Ásia com 61%, seguida pela África e America Latina.). Quase 41% das criancas na África temmenos de 14 anos, seguidas pela Ásia com 22% e America Latina 17%.” Temos que educar, informar e criar as condições económico-sociais e legais para combater o trabalho infantil. Estamos juntos nesse propósito!

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