Magazine Risco Zero nº22
Referências bibliográficas: • CRA (2010). Constituição da República de Angola 2010. • MAPTSS (2009). Legislação Sobre Administração do Trabalho 1998-2008 (IV). • Miguel, Alberto Sérgio (2012). Manual de Higiene e Segurança do Trabalho (12.a). Porto. • OIT (2019). Segurança e Saúde no Centro do Futuro do Trabalho. • PDN (2018). Plano de Desenvolvimento Nacional 2018-2022. Em Ministério da Economia e Planeamento: Vol. I (pp. 1–316). magazine risco zero Tabela 2 - Consequência dos acidentes e doenças profissionais Conclusões A literatura sobre custos diretos e indiretos não apresenta um método de cálculo transversal e uniformemente aceite. Contudo, os governos, os empregadores, os trabalhadores e outras partes interessadas continuam a debater-se com o enorme desafio de construir gerações de trabalhadores seguros e saudáveis, no presente e no futuro. A Estratégia Global da OIT para a segurança e saúde no trabalho, adoptada em 2003, fornece um enquadramento para estas atividades. A carga global dos acidentes de trabalho, doenças profissionais e mortes, contribui significativamente para o problema mundial das doenças não transmissíveis e das doenças crónicas, que se tem vindo a agravar. A Prevenção de acidentes de trabalho surge, enfim, como um imperativo de consciência face à eventualidade de danos físicos, psiquicos e morais para a eventual vitima, que perderia a sua capacidade de ganho e a possibilidade de desfrutar de uma vida ativa normal. Seriam, igualmente, irremediaveis as “consequências para a familia e sobretudo para a sociedade, que se veria privada da eficiência, das qualidades e do contributo, para a criação de riqueza, de um dos seus membros” (Miguel, 2012). Sendo assim, estimar o impacto econômico dos acidentes de trabalho e doenças profissionais em uma organização, permite que a administração da empresa, tome melhores decisões em relação à saúde e segurança no trabalho, na medida em que irá demonstrar como os custos indiretos são diluídos e que não foram exibidos no momento, dentro do processo de negócios. Também permitirá que se racionalize os recursos que estão reservados para projetos, modificações, formações e outros itens destinados ao controlo dos perigos e riscos no local de trabalho. A segurança não deve ser encarada como um custo, mas sim um investimento, no entanto é importante investir em segurança e saúde no trabalho, porque para além de reduzir os custos directos e indirectos, prémios de seguro, bem como o absentismo, aumenta a motivação dos trabalhadores com impacto no seu desempenho e produtividade. Eng. Agostinho JoaquimNeto × Licenciado emEngenhariaCivil pelo Instituto Superior Internacional × Mestre emGestão da Qualidade pela Universidade Camilo José Cela de Madrid × Mestre em Governação e Gestão Pública pela Faculdade de Direito da UniversidadeAgostinhoNeto × Pós-Graduado em Agregação Pedagógica do Ensino Superior pela Universidade Privada deAngola × Técnico Superior de Segurança e Saúde no Trabalho pelaCEDROS × Certificado Internacional emNEBOSHOil&Gas × 11 anos de experiência profissional em Sistemas Integrados de Gestão (Qualidade, Ambiente, Segurança e SaúdeOcupacional) × Membro da AASSO (Associação Angolana de Segurança e Saúde Ocupacional), ANEMP (Associação Angolana das Empresas de Manutenção Predial) eOEA (Ordemdos Engenheiros deAngola) ×Occupational Health & SafetyManager no Standard BankAngola
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