Magazine Risco Zero nº22
Enf. Ana Catarina Martins × Licenciatura em Enfermagem pela Escola Superior de Enfermagem da Cruz Vermelha Portuguesa, Lisboa; × Formadora acreditada pelo IEFP (Instituto de Emprego e Formação Profissional) desde 2013; × Formação em Suporte Avançado de Vida, certificado pelo INEM e American Heart Association (AHA), desde 2015; × Experiência profissional em Enfermagem no Trabalho; × Enfermeira na NWA desde 2014 • - Dor frequente na zona inferior das costas, nas ancas ou na zona superior das coxas. Muitos destes sintomas podem não estar relacionados com o cancro da próstata e serem provocados por outras doenças como infeção urinária ou hiperplasia benigna da próstata (um aumento do tamanho da próstata, mas que não está associado a fatores malignos). Por essa razão é tão relevante procurar ajuda médica o mais precocemente possível e receber o trata- mento de acordo com o seu diagnóstico. Exames de rastreio devem ser feitos a todos os homens a par- tir dos 50 anos. Contudo, estes exames apenas detetam pro- blemas a nível da próstata, mas não mostram se é um cancro ou outro problema menos grave. Os dois exames de rastreio utilizados são: • Toque retal: Em que o médico introduz um dedo lubrificado dentro do reto, e palpa a próstata, através da parede retal, para detetar a existência de nódulos ou áreas mais duras; • Análise de PSA (Antigénio específico da próstata): Através de uma análise ao sangue, verifica-se o nível de PSA. Se estiver aumentada é sugestivo de algum problema a nível da próstata e que está muito associado à HBP (Hiperplasia benigna da próstata). Havendo alterações nestes exames ou alguma suspeita de cancro, o médico pode solicitar exames de diagnóstico mais específicos como a ecografia ou a biópsia do tecido prostático. Caso seja confirmado o diagnóstico de cancro, o doente pode ser submetido a diversos tipos de tratamento, dependendo da fase da doença em que é diagnosticado. O tratamento para o cancro da próstata pode envolver cirurgia, radioterapia, tera- pêutica hormonal ou apenas observação (mais utilizado em indivíduos mais velhos e com outros problemas de saúde gra- Referências bibliográficas: www.institutodaprostata.com www.ligacontracancro.pt Organização Mundial de Saúde ves, em que os possíveis efeitos secundários de outros trata- mentos não compensam os benefícios). Apesar de a taxa de cura ser elevada (se diagnosticado numa fase inicial), muitas situações acabam por evoluir para morte porque são diagnosticados em fases mais avançadas, muito devido a todo o preconceito que envolve a realização do exa- me de rastreio e que impede os homens de procurarem um médico mais cedo. Acima de tudo, é importante que os homens tenham acesso a este tipo de informação, de forma a preocuparem-se mais com a sua saúde física e mental. Porque ser homem também é se cuidar: é ter uma alimentação equilibrada, é praticar ati- vidade física regularmente, é não fumar, é ter práticas de sexo seguro, é realizar consultas médicas frequentes e fazer exames de rotina.
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