Magazine Risco Zero nº21
Enf. Ana Catarina Martins × Licenciatura em Enfermagem pela Escola Superior de Enfermagem da Cruz Vermelha Portuguesa, Lisboa; × Formadora acreditada pelo IEFP (Instituto de Emprego e Formação Profissional) desde 2013; × Formação em Suporte Avançado de Vida, certificado pelo INEM e American Heart Association (AHA), desde 2015; × Experiência profissional em Enfermagem no Trabalho; × Enfermeira na NWA desde 2014 SINTOMAS: Na fase aguda da doença, podem surgir sintomas como febre, fadiga extrema, náuseas, vómitos, dor abdominal, urina escura e pele e olhos amarelados (icterícia), mas, a grande maioria das pessoas não apresenta qualquer sintoma. No entanto, al- gumas situações evoluem para uma infeção crónica do fígado que pode posteriormente desenvolver cirrose ou cancro do fí- gado e levar à morte. A probabilidade de a infeção se tornar crónica depende da idade em que a pessoa é infetada, sendo que bebês e crianças com menos de 6 anos infetados com o vírus da hepatite B, têm uma maior probabilidade de desen- volver a doença crónica do que uma pessoa que tenha ficado infetada na idade adulta. DIAGNÓSTICO E TRATAMENTO: O diagnóstico da hepatite B faz-se através de análises ao san- gue. São vários os exames de sangue disponíveis e que po- dem distinguir infeções agudas e crónicas. Relativamente ao tratamento e, no caso de situações agudas, não existe nenhum tratamento específico, sendo que os cui- dados se baseiam no tratamento dos sintomas que a pessoa está a apresentar, tentando sempre manter o conforto, aporte nutricional adequado e boa qualidade de vida. Na maioria dos casos, o sistema imunitário da pessoa infetada consegue eli- minar o vírus num período de 6 meses. Já no caso de infeção crónica, podem ser prescritos medica- mentos antivirais orais, para retardar a evolução da doença e diminuir o número de óbitos, pois na grande maioria dos casos, o tratamento não cura a infeção por hepatite B e será necessário a toma de medicação para o resto da vida. MEDIDAS DE PREVENÇÃO: A vacinação, com um total de 3 doses e de preferência logo à nascença, é a base da prevenção da hepatite B, com uma taxa de eficácia de 95%. Nos últimos 20 anos, a vacinação global tem sido um sucesso e tem contribuído para a diminuição de infeções por hepatite B entre crianças. A proteção da vacina tem uma duração de pelo menos 20 anos e não está recomen- dada nenhuma dose de reforço após esse período. Mas, outras medidas de prevenção são importantes de serem adotadas, nomeadamente: • Mulheres grávidas com uma alta taxa de carga viral devem fazer profilaxia com antivirais durante a gravidez, de forma a diminuir a probabilidade de a infeção passar para os seus bebês; • Triagem de qualidade de todo o sangue doado e seus derivados, de forma a garantir transfusões seguras; • A adoção de práticas sexuais seguras, diminuindo o número de parceiros sexuais e utilizando métodos contracetivos de barreira (preservativo). Para além disso, é crucial que haja mais informação sobre este tema e que a população em geral possa ter mais acesso a um bom planeamento familiar, meios de diagnóstico e um trata- mento o mais precoce possível. Referências bibliográficas: OMS - Organização Mundial da Saúde Associação para o Planeamento da Família (APF)
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