Magazine Risco Zero nº20

magazine risco zero Metodologia Trata-se de uma Scoping Review, iniciada através de uma pesquisa realizada em março de 2020 nas bases de dados “CINALHpluswith full text,Medlinewith full text,Databaseof Abstracts of Reviews of Effects, Cochrane Central Register of Controlled Trials, Cochrane Database of Systematic Reviews, Cochrane Methodology Register, Nursing and Allied Health Collection: comprehensive, MedicLatina e RCAAP”. Conteúdo Alguns profissionais de saúde ficaram alertados por um nú- mero anormal de pneumonias que surgiram na cidade de Wuhan (Província de Hubei, China), durante o mês de de- zembro de 2019. Acredita-se que o COVID-19 apresentou transmissão zoonótica a partir de um mercado local, através da venda de animais selvagens vivos e em precárias condi- ções de higiene. Contudo, apesar de se especular qual o hos- pedeiro exato, não existem certezas. Tal como outros coronavírus, o período de incubação pode oscilar entre dois a catorze dias (em média 5,2 dias). Pensa-se que o contágio ocorre através do contato com se- creções respiratórias contaminadas, nomeadamente aeros- sóis, gotículas e/ ou contato direto, tocando posteriormente na boca, nariz e talvez olhos. O contágio é mais provável a menos de dois metros. O microrganismo pode também estar presente nas fezes (sobretudo se existir diarreia) e urina. Dado o impacto devastador que a Pandemia por COVID-19 está a causar e causará, pretendeu-se resumir nesta revisão bibliográfica os dados mais relevantes publicados em revistas científicas. ARTIGO RPSO Revista Portuguesa de Saúde Ocupacional COVID-19: O QUE FOI PUBLICADO NAS ÚLTIMAS SEMANAS EM REVISTAS CIENTÍFICAS Reedição de artigo cedido pela RPSO na sequência da parceria estabelecida com a Magazine Risco Zero. Os indivíduos com sintomas mais suaves não procuraram tanto os cuidados médicos, pelo que apresentarão uma gran- de probabilidade de espalhar a doença; para além disso, tam- bém há a possibilidade de infecciosidade antes da apresenta- ção de qualquer sintoma. A apresentação clínica varia desde uma situação assintomá- tica, passando por sintomas discretos a situações de pneu- monia fatal, por vezes também envolvendo outros órgãos e sistemas (como o trato gastrointestinal, musculo esquelético e neurológico) ou até sepsis/ choque sético. Os sintomas mais comuns são a febre (98% dos casos), tosse (82%) sem expetoração e a dispneia (55%). Sintomas estes comuns a muitas infeções bacterianas e víri- cas, geralmente autolimitadas. Geralmente os mais sintomá- ticos são os mais contagiosos, mas o contágio é possível com indivíduos assintomáticos. Os métodos de diagnóstico podem utilizar técnicas associa- das à metodologia ELISA (Enzyme Linked Immunosorbent Assay) ou Western Blot. Podem também ser usadas técnicas moleculares, como a RT-PCR (Real Time Protein Chain Reac- tion) ou a hibridização Northern Blot. Os antigénios virais podem ser detetados através da tecnologia IFA (Immune Fluorescent Assay). Entre estes, o método da RT-PCR é usado de forma mais frequente para detetar vírus em secreções res- piratórias; ou seja, através da expetoração, esfregaços da oro- faringe/ traqueais ou em amostras de secreções respiratórias inferiores, por exemplo obtidas por lavado broncoalveolar. Em relação ao tratamento, não está no momento qualquer fármaco aprovado. Este baseia-se, por isso, no suporte venti- latório, hidratação e antipiréticos. Caso surja infeção bacte- riana, poderão ser usados antibióticos. Vários investigadores tentam obter uma vacina, mas ainda nenhuma foi aprovada. A maioria dos casos graves ocorre na população idosa; parte desta necessita de hospitalização e acaba por falecer. A taxa de mortalidade geral associada é de cerca de2 a 4%; entre os hospitalizados é de cerca de 10 a 14%.Os casos suaves ge-

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