Magazine Risco Zero nº18

magazine risco zero Enquantoomundocelebravaapassagemdemais um ano, de 2019 para 2020, com toda a euforia, alegria e folia que são característicos dessa fase, a região de Wuhan, na China começava a ser assolada por um vírus altamente perigoso e mortal que ataca o sistema respiratório, pertencente à família dos coronavírus, um grupo que reúne desde agentes infecciosos que provocam sintomas de gripe comum, até outros com manifestações mais graves da doença como dificuldade de respirar. Dr. Telmo dos Santos A COVID-19 E O USO DE TRANSPORTES COLECTIVOS ARTIGO TÉCNICO Embora o epicentro da doença tenha ocorrido em Wuhan, Província de Hubei na China, onde foram reportados inicialmente a maior parte dos casos, rapidamente se espalhou pelo mundo, tendo obrigado a OMS (Organização Mundial da Saúde) no dia 30 de janeiro de 2020 a declarar como uma emergência de saúde pública global e no dia 11 de Março de 2020, finalmente declarado pandemia (epidemia em escala mundial). Passados 16 dias, precisamente no dia 27 de Março de 2020, quando Angola ainda registava apenas 4 casos positivos da doença, o Presidente de Angola decretou o Estado de Emergência Nacional, com vista a prevenir e controlar a propagação do vírus, que fazia as suas inúmeras vítimas em todo mundo. Desde então, o mundo vive um momento ímpar na sua história recente e que tem obrigado os Países, estados, comunidades, organizações, empresas, famílias e pessoas em nome individual a tomarem todas as medidas para prevenir, proteger e controlar a doença, desde medidas de higiene, saúde e biossegurança, elevando a cultura colectiva de higiene, limpeza e auto-protecção. Se por um lado a Covid-19 trouxe prejuízos enormes para todos, como a perda de vidas humanas, declínio da economia, dificuldade para as empresas, elevada taxa de desemprego, confinamento social, para citar alguns, por outro lado, trouxe ganhos para algumas áreas como a sinistralidade rodoviária, que reduziu significativamente por conta da diminuição substancial do movimento de viaturas e pessoas na via pública. Porém, eis que surge um novo perigo: os factores de risco biológicos, um dos elementos que constituem a cadeia de perigos amplamente conhecida (físicos, químicos, biológicos, ergonómicos e psicossociais), mas por não serem visíveis ao olho nu, na maior parte das vezes, passam despercebidos e não lhes é dada a devida importância. Não obstante os agentes biológicos estaremomnipresentes em todo o meio que nos rodeia e coabitarem com todos os seres vivos, apenas uma pequena porção destes microrganismos provoca doença nas pessoas. São os microrganismos patogénicos que, englobando as bactérias, vírus, parasitas, protozoários, bacilos e fungos, conseguem vencer as defesas do organismo humano e infectar os tecidos da pessoa saudável. No entanto, para uma prevenção eficaz das doenças infeciosas, é muito importante identificar as fontes e os meios que potenciam a transmissão dos agentes biológicos patogénicos, nomeadamente a água, o ar, as instalações do ar condicionado, limpeza e higiene do habitáculo da viatura, daí ser importante identificar as fontes de perigo, avaliar o nível de risco, implementar medidas de controlo, avaliar periodicamente a eficácia das mesmas e implementar acções de melhoria contínua das medidas de segurança.

RkJQdWJsaXNoZXIy MjA1NDA=