Magazine Risco Zero nº16

/60 Dra. Claudia Spinola × Licenciatura em Anatomia Patológica, Citológica e Tanatológica pela Escola Superior das Tecnologias da Saúde de Lisboa × Técnica Superior de Segurança, Higiene e Saúde pelo Instituto de Emprego e Formação Profissional acreditado pela Autoridade para as Condições do Trabalho × Frequência de Mestrado de Segurança e Saúde no Trabalho pela Escola Superior de Tecnologia da Saúde de Coimbra × Actualmente Responsável do Departamento de Segurança, Higiene e Saúde no Trabalho e pelo Departamento de Formação da Networking Angola × Responsável do Departamento de SHST da Off&OnShore- Food and Services Company, Lda. × Docente e Coordenadora Pedagógica de um curso de especialização em Segurança, Higiene e Saúde no Trabalho, em Luanda a simular o campo de acção de um dado agente agressivo e o cálculo da capacidade agressiva em cada um dos pontos desse campo de acção, estimando então os danos esperados. Este tipo de métodos é particularmente útil nos casos de risco elevado ou de maior complexidade (ex.: na indústria nuclear, na indústria química, etc..). • Método Semi-Quantitativo – Neste método, estima-se o valor numérico da Magnitude do risco profissional (R), a partir do produto entre a estimativa da Probabilidade do risco (P) se materializar e a Gravidade esperada (G) das lesões. Para a aplicação deste tipo de metodologia é necessário construir a escala de hierarquização da Probabilidade, da Gravidade e do Índice de risco. Um método bastante utilizado é o Método Simplificado de Avaliação de Riscos de Acidente também conhecido por MARAT, os conceitos-chave da avaliação são: • A Probabilidade de que determinados factores de risco (perigos) se materializem em danos; • A magnitude dos danos também designado por Gravidade; • O risco é, em termos gerais, o resultado do produto da Probabilidade pela Gravidade. Tendo em atenção que se trata de um campo dos acidentes laborais, aprobabilidade traduz amedidadedesencadeamento do acontecimento inicial. Integra em si a duração/exposição das pessoas ao perigo e as medidas preventivas existentes. Assim sendo, podemos afirmar que a probabilidade é definida em função do nível de exposição e do conjunto das deficiências. No desenvolvimento do método não se aplicam valores absolutos, mas sim intervalos discretos, pelo que se utiliza o conceito de nível. O nível de risco (NR) será função do nível de probabilidade (NP) e do nível de consequências (NC). Nesta metodologia considera-se, de acordo com o já exposto, que o nível de probabilidade (NP) é função do nível de deficiência (ND) e da frequência ou nível de exposição (NE). O nível de risco (NR) será por seu lado função do nível de probabilidade (NP) e do nível de consequências (NC), e pode expressar-se como: NR = NP X NC NP = ND X NE

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