Magazine Risco Zero Nº 14

4 CIDADANIA M ULHER, a inspiração do universo, feliz é aquela que carrega com ela o verdadei- ro sentido da palavra, felizes são todos os homens que têm ao seu lado uma companheira para os momentos bons e difíceis. Nos dias de hoje são muitas as mulheres que de uma forma muito arriscada conseguem impor-se na Sociedade, na Política, na Ciência, no Des- porto, nos órgãos de Forças e Segurança, na Administra- ção e emmuitas mais áreas. Seja bem-vinda esta nova era do género feminino no Século XXI. HáumtempoparacáasociedadeAngolanavê-semergulhada numa onda desenfreada de crimes contra mulheres indefesas, crimes macabros de violações, por meliantes que por tudo e por nada querem ser os beneficiados das vidas alheias, retirando muitas das vezes o sonho de uma vida que muito custou a ser construída, por outro lado, também devemos referir que muitos destes crimes são perpetuados na nossa sociedade com o auxilio das próprias mulheres, que em número reduzido estão envolvidas no mundo do crime, situação essa nada abonatória para o género e para uma sociedade que se quer digna nas gerações vindouras da nossa jovem nação. Temos hoje a dura missão de resgatar alguns valores, temos necessidade urgente em recuperar para uma melhor nação, pátria amada Angola. Chegou a hora de deixar de falar e sim fazer, assumir as nossas responsabilidades junto dos mais novos, sobretudo das mulheres, tudo tem início e tudo termina nelas, o dom da vida, a educação, o respeito, o carinho e o amor, isso basta para que cada vez mais haja maior respeito e admiração para com esse ser que em grande parte da sua vida deixa de viver para dar aos seus, deixa de ser letrada para que os seus assim o sejam, adia as suas realizações pessoais e profissionais em prol da felicidade de quem ama, pelo marido, pelos filhos, pelos irmãos e por aqueles que a rodeiam. No momento actual pergunta-se, há necessidade das mulheres se envolverem na criminalidade ou em más práticas como, a infidelidade conjugal, o imediatismo, as injurias e difamação para alcançar alguns objetivos indecorosos que não honram o seu bom nome? Isto surge com maior incidência depois da invasão das Redes Socias na nossa sociedade, muitos de nós não estavam preparados para este fenómeno, na verdade estamos a passar por uma fase em que há necessidade de nos juntarmos, darmos as mãos e unificarmo-nos, por uma nova sociedade em que as mulheres de uma vez por todas têm de ter o respeito de todos nós, antes de tudo, é de um ser humano que estamos a falar e a distratar em grande escala, de lembrar que viemos de uma mulher que a muito custo colocou a sua vida em risco para gerar uma outra vida. É hora de parar com o estigma da desigualdade de género e sim valorizar e enfatizar a igualdade de direito, elas lutam há algum tempo para deixarem de ser olhadas como o sexo frágil e fraco, engano dos homens, estamos em altura de dizer basta, por uma Angola melhor. Una-se à inteligência, à força, à coragem, à determinação e à vontade de vencer das mulheres, pois no dia em que deixarmos de ter a ternura, a lealdade, a compreensão e o companheirismo destas, podemos dizer, sem sobra de dúvidas, que perdemos o melhor que tínhamos no Universo e que deixámos de ter o grande mal necessário dos homens, que são as MULHERES. O P I N I Ã O DR. ANTÓNIO GARCIA NETO MARÇO MULHER C V • A N T Ó N I O G A R C I A N E T O Natural de Luanda Nascido aos 17/12/75, Licenciado em Gestão Bancária e Seguradora pelo Instituto Superior Politécnico Internacional de Lisboa (ISPI).

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