Magazine Risco Zero Nº 14

Numazonaondeocinzentodobetãoeopretodoalcatrãosãosubstituídos pelo verde do capim e o vermelho do chão, fomos encontrar Zélia, uma mulher rural, batalhadora e empreendedora. A Zélia gostava de ter estudado mais, mas a necessidade de trabalhar, a falta de oportunidades e a saúde obrigaram-na a desistir de estudar e a dedicar-se ao trabalho rural. Na entrevista abaixo vamos dar a conhecer a Zélia que no fundo representa muitas outras mulheres. magazine risco zero Conduril Academy INSTITUCIONAL TRABALHO RURAL DA MULHER UMA PASSAGEM PELO ÉBO Zélia Araújo Fale-me um pouco de si… Nome, idade, se tem companhei- ro, onde vive… Sou a Zélia Araújo, tenho 25 anos, tenho companheiro e ele tem 32 anos. Vivo em Cumbira que é aqui no Ébo. Os dois temos três filhos. Tenho um negócio, vendo manga e tomate. Como é constituído o seu agregado familiar e quais as tare- fas de cada elemento? Vivo com o meu marido e três filhos. O mais velho tem 6 anos e chama-se Ferreira José, a seguinte é a Emília José que tem 4 anos e depois tenho a mais nova que se chama Rosa José e tem um ano e 10 meses. Os meninos não têm tarefas, ainda são pequenos, só fazem as tarefas da escola. O meu marido vai trabalhar na lavra e as crianças vão à escola. Depois sou eu que cozinho, arrumo e também vou trabalhar, tenho o meu negócio. Quais são, normalmente, as suas rotinas diárias? Às 5h da manhã acordo faço a minha higiene diária, limpo a casa, ajudo os meninos a vestirem-se e dou-lhes comida. Le- vo-os à escola e vou logo vender na pracinha até às 15h/16h. Depois vou para casa e preparo o jantar. Quanto tempo demora para chegar à pracinha? Demoro uns 30 minutos, para chegar a pé.

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