Magazine Risco Zero Nº13
/13 Quais são os principais avanços registados no Sistema Nacional de Emprego e Formação Profissional? Avanços! Olha, temos muitos avanços. Desde logo a existên- cia de 142 unidades formativas que vão crescer mais ainda com as escolas rurais de capacitação e ofícios. Trata-se de centros que acolhem adolescentes e jovens em situação de vulnerabilidade que, durante três anos, aprendem seis pro- fissões, ao mesmo tempo que recebem formação escolar que lhes permita obter uma dupla certificação. As acções de formação profissional com dupla certificação permitem aos formandos a continuidade dos estudos ao ní- vel superior. A aprovação da nova carreira dos agentes de emprego e for- mação profissional, que visa valorizar os nossos funcioná- rios, reduzindo assim a mobilidade dos mesmos para outros sectores. A implantação dos cursos de curta duração no âmbito do programa avanço, com este programa hoje formamos DJ´s, reparadores de geradores de pequeno porte, montadores de antenas parabólicas, a implantação dos centros locais de empreendedorismo e serviços de emprego, entre outras Que critérios são utilizados pelo INEFOP na selecção e recrutamento de formadores? Os critérios usados na contratação dos formadores são aqueles que estão definidos na função pública. No entan- to, através do centro nacional de formação de formadores, avaliamos as competências técnicas dos candidatos de tal forma que, além das provas teóricas, os mesmos são subme- tidos a uma avaliação técnica para assegurar o seu domínio nas áreas a que se candidatam, pois na formação profissional valorizamos o saber-fazer. De nada adianta termos no final de um curso de electricidade, por exemplo, um teórico que não saiba fazer uma instalação eléctrica ou, no curso de culi- nária, termos um profissional que apenas sabe fazer receitas, mas não saiba cozinhar. Está satisfeito com o actual quadro de formadores dispo- níveis, quantitativa e qualitativamente? Ainda não estamos satisfeitos, pois enquanto gestor sei que a insatisfação é o estado que nos permite identificar novos desafios e necessidade de superação. Por este facto devemos aumentar o número de formadores para atendermos mais angolanos que procuram a formação, assim como apostar seriamente na superação técnica e pedagógica dos nossos formadores, até porque o mercado é dinâmico e as tecnolo- gias estão em constante mutação. Portanto, precisamos de ter formadores actualizados para corresponderem aos desa- fios. Dr. Manuel Mbangui × Técnico Superior em Contabilidade e Administração × Especialista em Empregos Verdes, Pelo Centro de Formação Internacional de Turim, da OIT × Director-Geral do INEFOP
Made with FlippingBook
RkJQdWJsaXNoZXIy MjA1NDA=