magazine risco zero
Prof. Doutor António Jorge Ferreira
SAÚDE OCUPACIONAL
E A MEDICINA DO TRABALHO:
COMPREENDER A RELAÇÃO
Entre vários termos e definições que exigem alguma clarifi-
cação semântica no âmbito do estudo e da proteção do Ser
Humano no seu ambiente laboral, torna-se importante dis-
tinguir os conceitos de Saúde Ocupacional e de Medicina do
Trabalho.
A Saúde Ocupacional apresenta-se como uma área abran-
gente de intervenção, congregando inúmeras valências, que,
numa perspetiva alargada, contribuem, em última análise, para
a promoção e manutenção da saúde do Homem enquanto tra-
balhador.
Os ambientes diversificados de trabalho, bem como as inúme-
ras características intrínsecas dos múltiplos riscos ocupacio-
nais implicam uma abordagem mais holística e multidiscipli-
nar. Nesse sentido, o conceito de Saúde Ocupacional recorre a
diversos agentes e intervenientes destacados, que, exercendo
de forma sinérgica, potenciam a saúde do trabalhador.
Desta forma e de acordo com uma definição alargada patente
no atual Plano Nacional da Saúde Ocupacional português (2º
Ciclo 2013- 2017) da Direção-Geral da Saúde, “a Saúde Ocupa-
cional tem por finalidade a prevenção dos riscos profissionais
e a proteção e promoção da saúde do trabalhador. Através de
estratégias de identificação, avaliação e controlo dos riscos
existentes no local de trabalho, ou deles emergentes, de ações
de vigilância da saúde dos trabalhadores e de promoção da
saúde no local de trabalho, a Saúde Ocupacional visa garantir
ambientes de trabalho saudáveis que: evitem ou minimizem a
exposição profissional a fatores de risco, suscetíveis de com-
prometer a saúde do trabalhador; assegurem uma elevada
qualidade de vida no trabalho; e permitam alcançar elevados
níveis de conforto, saúde e bem-estar físico, mental e social a
todos os trabalhadores”.
ARTIGO DE OPINIÃO
"Os ambientes
diversificados de
trabalho, bem como as
inúmeras características
intrínsecas dos
múltiplos riscos
ocupacionais implicam
uma abordagem
mais holística e
multidisciplinar."